Shavei Israel chega a Boca Raton, Florida

Convidar um palestrante da Shavei Israel é uma ótima maneira de trazer conteúdo judaico e israelense para a sua comunidade.

Quando a diretora de marketing e comunicação da Shavei Israel, Laura Ben-David, se viu viajando para Boca Raton, Flórida, onde vive Simi, a nossa dedicada voluntária, os pais de Simi, Sharon e Steven Langert, abriram a sua casa para receber uma conferência sobre algumas das comunidades perdidas e ocultas com as quais Shavei Israel trabalha.

O seu tópico, «Uma nação, diversas faces», concentra-se em algumas das comunidades que a Shavei Israel ajuda, como os Bnei Menashe na Índia, os judeus ocultos da Polónia e os Bnei Anussim em Espanha, Portugal e América do Sul, e inclui uma bela apresentação multimédia que transporta o público para terras exóticas.

Laura diz que a resposta à sua apresentação foi «realmente positiva. As pessoas que participaram gostaram e ficaram muito empolgadas ao ouvir sobre comunidades cuja existência elas desconheciam completamente.»

Essa foi uma das muitas turnés que Laura fez para a Shavei Israel. Convidar um palestrante da Shavei Israel é uma ótima maneira de trazer conteúdo judaico e israelense para a sua comunidade.

O nosso departamento de oradores dinâmicos, que também inclui o presidente da Shavei Israel, Michael Freund, está pronto para proporcionar ao seu grupo um momento verdadeiramente inspirador, mergulhando profundamente no futuro do mundo judaico.

Para convidar Michael Freund ou Laura Ben-David para o evento da sua comunidade, clique aqui: https://www.jewishspeakersbureau.com/contact-us

Aqui estão algumas fotos da apresentação de Laura:

Menina Bnei Menashe recebe prémio na residência presidencial de Israel

Ya’ara Namte, uma jovem da comunidade Bnei Menashe, recebeu um prémio especial num evento que teve lugar na residência presidencial, em Jerusalém, pela sua colaboração com os jovens Bnei Menashe, ao ajudá-los a se integrarem na vida israelense. O prémio foi excepcional, não só por ser uma grande honra, mas porque Ya’ara entrou no movimento juvenil Oz apenas há alguns meses.

Num evento realizado na residência presidencial, em Jerusalém, o Presidente de Israel, Ruby Rivlin e o Presidente da KKL-JNF, Daniel Atar, reconheceram vários jovens israelenses por sua contribuição à comunidade. Ya’arah, que fez aliá para Israel há vários anos, quando tinha 14, através da Shavei Israel, admite que não foi fácil para ela. No entanto, é algo profundamente importante para os Bnei Menashe, pois é difícil para eles guardar os mandamentos da Torá e manter a tradição judaica na Índia. Mesmo quando crianças, os Bnei Menashe crescem com o conhecimento de que seus pais planejam trazê-los para Israel um dia, e é isso que eles esperam e sonham.

A família de Ya’ara estabeleceu-se em Nof Hagalil, na região da Galiléia. Apesar dos muitos desafios, Ya’ara adaptou-se à nova cultura e estilo de vida diferente. Ela decidiu retribuir, usando sua própria experiência ao serviço do movimento juvenil Oz e fez uma grande diferença em muito pouco tempo.

Como dizemos em Israel, kol hakavod Ya’arah!

Porque tu és judeu – Uma história sobre um despertar judaico na Polónia

«Nasci em Czestochowa, na Polónia, em 1988. Como não havia escolas judaicas na Polónia na época, a minha mãe enviou-me para uma escola pública. Quando eu tinha 8 anos, um dia voltei da escola e contei à minha mãe o que a professora nos tinha dito naquele dia:

— Mãe, amanhã não podemos comer carne, vamos à igreja e o padre vai derramar cinzas em cima das nossas cabeças.

A minha mãe olhou para mim e disse: — Sim, se não quiseres comer carne amanhã, não te dou carne, mas não vais à igreja.

Eu perguntei: — Por que não?

Ela disse: — Porque és judeu.

Foi assim que Yaakov Wasilewicz soube que era judeu. Mas ele aprendeu rapidamente que era melhor guardar essa informação para si. No dia seguinte a ter dito a um amigo que era judeu, todos começaram a chamá-lo «judeu sujo». De modo que Yaakov manteve isso em segredo na escola.

Durante as férias de verão e de inverno, Yaakov começou a frequentar o campo de Lauder, um lugar onde as famílias judias da Polónia passavam algumas semanas estudando judaísmo. O acampamento era para três gerações de judeus polacos: Sobreviventes do holocausto, seus filhos e netos.

Foi estimulante para Yaakov estar num lugar onde não precisava de esconder a sua verdadeira identidade. Lá todos eram judeus e todos se sentiam à vontade. Lá Yaakov aprendeu hebraico e canções judaicas, e cantava por todo o lado.

Agora Yaakov é casado, tem um filho e vive em Far Rockaway, Nova Iorque. Não se esqueceu das suas raízes nem dos desafios que os judeus polacos têm que enfrentar para viver como judeus, e disponibilizou-se para ensiná-los à distância, dando até uma aula para um grupo de judeus polacos que participavam de um seminário da Shavei Israel.

Aprecie a música de Yaakov Wasilewicz, com arranjos e produção do famoso intérprete Eitan Katz.

Yaakov escreveu-o dedicando-o à sua mãe, Halina Wasilewicz (que a sua memória seja uma bênção), que representava muito do que a Akeida representa para o povo judeu: Um pai que se sacrifica sem limites para o seu filho.

Esta música já está disponível no Spotify, Apple Music e em qualquer outro lugar onde haja música!

Jerusalém: A Shavei Israel abre um novo instituto com aulas em inglês para facilitar o processo de conversão.

«Os Tribunais Rabínicos de Conversão do RCA nos Estados Unidos têm o padrão mais alto da conversão. Acreditamos que a Shavei Israel apresenta a mesma alta qualidade nos seus programas de conversão e estamos ansiosos por esta parceria…»

Esta é a notícia sobre a Shavei Israel que saiu no jornal online Israel National News no passado dia 13/01. Aqui fica a nossa tradução do artigo, pois temos muito gosto (e orgulho! 😉 ) em partilhar esta boa notícia convosco:

A Shavei Israel e o Rabbinical Council of America (RCA) [Conselho Rabínico dos Estados Unidos, uma das maiores organizações mundiais de rabinos ortodoxos] vão abrir em Jerusalém um instituto de conversão com aulas em inglês.

A organização sem fins lucrativos Shavei Israel, com sede em Jerusalém, em parceria com o Rabbinical Council of America (RCA) vai abrir em Jerusalém um novo instituto de conversão em inglês. O instituto, chamado Machon Milton, operará sob os auspícios do Rabinato de Israel e preparará candidatos para o processo de conversão.

O fundador e diretor da Shavei Israel, Michael Freund, disse que a sua organização e o RCA estão abrindo o instituto para ir ao encontro da crescente necessidade e procura por ele, já que existem poucas opções atualmente em Jerusalém para falantes de inglês que desejam se converter formalmente ao judaísmo. O instituto recebeu esse nome em memória do falecido avô de Freund, Milton Freund, que era um importante sionista e líder judeu.

Há já 15 anos que a Shavei Israel opera o Machon Miriam, um instituto de conversão único que dá aulas preparatórias em italiano, português e espanhol, e agora decidiu oferecer uma opção semelhante para falantes de inglês.

– Achámos que era o próximo passo lógico: Abrir um instituto em língua inglesa que proporcionasse um ambiente caloroso, solidário e acolhedor para aqueles que desejam vincular seu destino com o povo de Israel ou retornar às suas raízes – disse Freund.

– Sendo a principal organização rabínica dos Estados Unidos, o RCA era o parceiro perfeito para este empreendimento, e estamos exultantes por caminharmos de mãos dadas com ele nesta importante iniciativa- acrescentou Freund.

Freund e o diretor da secção para a região de Israel do RCA, o Rabino Reuven Tradburks, falaram sobre esta ideia já há vários anos, mas só recentemente se convenceram de que tinha chegado o momento certo para iniciar o programa.

– Agora que passei um tempo considerável com a equipa da Shavei Israel, estou ainda mais convencido do benefício que é para nós sermos parceiros desta organização – , disse ele. – Os funcionários são eficientes, eficazes e, o que é mais importante: Trabalham para o bem do povo judeu e para aqueles que desejam juntar-se ao povo judeu. Há muita preocupação, muitos sorrisos e calor.

O rabino Mark Dratch, vice-presidente executivo do RCA, disse: -Os Tribunais Rabínicos de Conversão do RCA nos Estados Unidos têm o padrão mais alto da conversão. Acreditamos que a Shavei Israel apresenta a mesma alta qualidade nos seus programas de conversão e estamos ansiosos por esta parceria com o RCA na ajuda às pessoas que procuram fazer parte do povo judeu.

HOMENAGEM AO RAV NISSIM KARELITZ

O Rav Nissim Karelitz emitiu um parecer histórico sobre os Chuetas.

De Miquel Segura Aguiló

No passado dia 21 de outubro, o povo de Israel sofreu a perda do importante rabino e posek, Shmaryahu Yosef Nissim Karelitz. Apesar das notícias publicadas pela imprensa internacional, poucas pessoas em Espanha mencionaram o seu desaparecimento. Entre nós, o seu nome deveria ficar inscrito num lugar de honra, porque Karelitz decretou, em julho de 2011, que «Todos os descendentes de conversos de Maiorca (Chuetas) que possam demonstrar que a sua avó materna, antes da segunda guerra mundial, tinha como segundo sobrenome um dos 15 considerados xuetes, devem ser considerados judeus, filhos de Israel

O mencionado rav, dirigente de um dos principais tribunais rabínicos do mundo, enviou a Maiorca uma delegação que, com discrição e silêncio, levou a cabo uma profunda investigação nos âmbitos históricos e genealógicos. O cronista teve o prazer e a honra de o acompanhar nas suas diligências. Poucos meses depois, chegava-nos o seu parecer, hoje conhecido e aceite pela generalidade do mundo judaico. Que o De’s de Abraão tenha acolhido a sua alma, e que a sua memória permaneça.

Leia mais sobre os judeus chuetas:

A Shavei Israel publica o primeiro birkon em chinês

Os judeus Kaifeng são uma antiga comunidade judaica com uma história rica e dramática.  Hoje, cada vez mais dos seus descendentes estão interessados ​​em aprender sobre a sua herança cultural e espiritual.  Como parte dos seus esforços para preservar essa comunidade e fortalecer os seus laços com o judaísmo e o Estado Judaico, a Shavei Israel publicou o primeiro birkon (livro de bênçãos) em chinês mandarim.  O birkon inclui kiddush de Shabat, bênçãos e canções, e ajudará as comunidades judaicas de língua chinesa a manter a sua ligação com a tradição judaica.

A introdução do birkon foi preparada pelo presidente e fundador da Shavei Israel, Michael Freund, e pelo rabino Chanoch Avitzedek, e concentra-se no significado e na importância de guardar o Shabat.  A tradução para o chinês foi efetuada pelo coordenador da Shavei Israel para os judeus Kaifeng, Eran Barzilay, com a ajuda dos representantes da comunidade que passaram pelo processo de conversão formal e fizeram Aliyah para Israel.

Se fala chinês e deseja adquirir um exemplar, pode fazer o seu pedido na livraria da Shavei.

O DIREITO DE RETORNO (PARTE 3)

Na semana passada, publicámos uma nova parte da entrevista concedida pelo presidente e fundador da Shavei Israel, Michael Freund, à revista פנימה עלמה sobre os descendentes dos convertidos à força pela Inquisição. Aqui está a continuação deste artigo.

Um novo mundo

O México tornou-se o lar de muitos anussim que iam parar às costas do Novo Mundo na esperança de ficarem longe da Inquisição. Miriam, ou, como era conhecida anteriormente, Cindy Montiel Tepoz, é membro de uma destas famílias. Há apenas dois anos, aos 42 de idade, Miriam imigrou para Israel com o seu marido, um antigo pastor, e a sua filha de sete anos, Leah. Concluíram o processo de conversão recentemente, retornando oficialmente ao judaísmo. — Vimos de uma família muito coesa e muitos deles já se converteram. Alguns deles estão há muito tempo em Israel — diz Miriam. A sua avó materna chamava-se Salomé, uma forma do nome Shlomit, e o seu sobrenome era Del Toro Valencia. Linhagens de séculos anteriores mostram que esses nomes são característicos de Anussim. — A minha avó veio para o México, de Espanha, com os pais, em 1912, quando era bebé. Casou com o meu avô, chamado Roberto Tapuz Mani. Mani também é um nome associado a anussim. Juntos, criaram os seus 11 filhos. A casa da minha avó não tinha estátuas nem imagens, o que é muito raro no México, onde todas as casas têm estátuas e imagens de variadíssimos santos cristãos. Ela criou todos os filhos na fé em um D’us único. Quando eu tinha sete anos, a avó Salomé ensinou-nos a rezar, enfatizando que havia apenas um D’us em quem deveríamos acreditar. Todas essas práticas não tinham explicação.

Que outras práticas estranhas despertaram a sua curiosidade?

– A casa da minha avó tinha uma panela especial para o leite, que era para ser usada só para cozinhar os produtos lácteos. Todos os outros utensílios da cozinha eram destinados à carne. Nós não tínhamos ouvido nada nem sabíamos nada sobre o mundo kosher judaico. Sabíamos que o dia de descanso não era o domingo, mas que começava na sexta-feira ao pôr do sol. A avó também evitava celebrar os feriados locais e religiosos.

O pai de Miriam veio de uma família católica, mas a sua mãe, que depois de um tempo também se converteu ao judaísmo, educou os filhos no monoteísmo e não nos valores cristãos. – O meu pai não interferiu na educação que a minha mãe nos dava, apesar de a sua família nunca nos ter aceite ou entendido. Quando criança, eu também não entendia o cristianismo: Por que devo procurar o filho quando posso falar diretamente com o Pai? Sempre senti que não havia ali nada que satisfizesse a minha necessidade espiritual. Só encontrei significado mais tarde, na Torá.

Quando a sua avó faleceu, surgiu um vazio emocional e espiritual que levou a um processo de busca para grande parte da família. – Sempre houve uma busca espiritual na família, e sempre houve a questão do porquê  de não nos comportamos como cristãos, como todos os que nos rodeavam. Sabíamos que isso vinha da avó, mas não sabíamos porquê nem qual a fonte de todas essas práticas. De onde viemos, quase não existe um discurso assim. O cristianismo no México é muito dominante e não havia respostas para as perguntas que fazíamos. Não nos identificávamos com a atmosfera e a cultura local e, por outro lado, não tínhamos bases para os princípios em que fomos educados.

Quando Miriam tinha 12 anos, aconteceu a primeira mudança na vida da família: – A minha tia e o seu marido começaram a estudar judaísmo. Converteram-se há 35 anos e imigraram imediatamente para Israel. Através deles, fui exposta ao judaísmo, e a minha fé começou a tornar-se cada vez mais clara. Sempre quis entender por que temos práticas familiares diferentes e, de repente, eles vieram com um conhecimento claro e ensinaram-nos exatamente o que é o sábado e os 13 princípios de fé de Maimonides. Durante esse período, tudo começou a tornar-se mais claro e mais lógico para mim.

Da igreja ao Beit Midrash

Miriam conheceu o seu marido, Daniel Fuentes, de 45 anos, no seu trabalho. Daniel, então conhecido como Federico Fernando, era um cristão devoto, e foi até pastor. Casaram há cerca de nove anos, enquanto Miriam continuava a estudar judaísmo. Quatro anos após o casamento, em 2015, o seu marido também começou a estudar Torá, por sua própria vontade. – Ele já sabia o que era o sábado e conhecia o judaísmo, mas de longe.

Com o passar do tempo, os dois aprenderam a rezar e a guardar o Shabat e a alimentação kosher. – Poderíamos ter ficado no México. Eu trabalhava como advogada num local conhecido e estávamos em boa situação financeira. Mas quanto mais aprendemos, mais percebemos que não poderíamos realizar todo o nosso potencial lá. A nossa vida no México era boa, mas morar em Israel, e, especialmente, em Jerusalém, está a preencher-me e a fazer-me sentir como se tivesse voltado para casa. O judaísmo deu-me significado. Embora eu já conhecesse o meu marido antes e houvesse amor entre nós, o nosso relacionamento se tornou muito mais significativo depois de termos começado a estudar. A consciência da necessidade de manter a paz no lar muda a sua vida. Você vê a mudança na atmosfera em casa: Há mais santidade e calma. Também viemos para Israel por causa da educação judaica para a nossa filha, admite Miriam. – Já há 20 anos percebi que o judaísmo era a verdade, mas não avancei.

Apenas há dois meses, Miriam, Daniel e a sua filha Leah concluíram finalmente o processo de conversão. Eles agora vivem em Jerusalém e estão a aguardar receber o status oficial de imigração, para poderem estabelecer-se permanentemente no país. A organização Shavei Israel ajudou-os ao longo do caminho. – Tenho muita gratidão pelas pessoas da organização que nos apoiaram, – diz Miriam animadamente.

Saber que é Bnei Anussim influenciou-a?

– Saber que tenho raízes judaicas fortalece ainda mais a minha conexão com o judaísmo. Fortalece-me na adoração a D’us e no conhecimento de que Moisés é verdadeiro e de que os seus ensinamentos são verdadeiros. O facto de a nossa família ter de alguma forma conseguido transmitir tantos costumes antigos, originários do sofrimento da Inquisição, sublinha o poder do espírito judaico: A sarça ardente e a falta de comida, e a dedicação dos judeus nas condições mais difíceis.

Quais os principais desafios que enfrenta hoje?

– O idioma. Embora desejemos muito aprender hebraico, não é simples. Obviamente, há também a situação económica, que não pode ser ignorada. Israel é um país muito mais caro que o México, e ainda não temos ingressos. A minha principal preocupação é a nossa Leah, que ela se adapte facilmente à nova situação.

– Muitas vezes sinto-me perdida, – admite Miriam, – mas, ao mesmo tempo, sei que todos os desafios são temporários e que a terra de Israel é comprada com sofrimento, e com a ajuda de D’us tempos mais fáceis virão. Saber que a minha família e eu estamos na Terra Santa, que fazemos parte de uma comunidade, que tenho um lugar para rezar, que tudo ao meu redor é kosher e que há aqui pessoas boas, isso é uma bênção para mim. Agradeço a D’us que me deu a oportunidade de dar este passo.