Quando em Roma, faça como os judeus fazem!

20130720_212428Eles têm sido italianos por gerações, mas junto com suas raízes católicas, raízes judaicas têm sido reveladas, assim como um rolo da Torá de 500 anos de idade e uma oração ‘Shema Israel’ encontrados por acaso em um porão. O que faz com que centenas de pessoas investiguem tanto suas vidas?

O fenômeno dos Anussim, judeus forçados a abandonar sua fé contra a sua vontade e que agora tentam retornar ao judaísmo, não é algo raro nos dias de hoje, mas mesmo os mais experientes na área foram surpreendidos pela avalanche de apelos de católicos italianos que afirmam ser descendentes dos Anussim.

Este é um fenômeno de tamanha escala que, a organização Shavei Israel, que lida com aqueles que procuram explorar as suas raízes judaicas, realizou uma conferência especial em Israel com a participação de pessoas de toda a Itália – a maioria do sul do país.
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Emissários para a América Latina

6A Shavei Israel enviou dois novos emissários para trabalhar com duas comunidades judaicas emergentes na América Latina.

Tal envio é resultado de visitas contínuas na área, realizadas pelo presidente e pelo diretor de ensino da instituição, Michael Freund e o Rabino Eliyahu Birnbaum, respecrtivamente. O Rabino Daniel Touitou foi enviado para trabalhar com a comunidade de El Salvador, e o Rabino Rafael Zerajia com uma comunidade no Chile.

El Salvador

O Rabino Touitou, que nasceu na França em 196, fala Português, Espanhol, Hebraico, Inglês e um pouco de italiano, além do francês, é claro. Ele utilizou de suas habilidades com línguas para trabalhar em Israel e na América do Sul. Morou em São Paulo, Brasil, de 2002-2008, onde estabeleceu um tribunal rabínico na cidade, bem como um projeto educacional que atende cerca de 350 jovens judeus. Durante a sua estadia ele também atuou como diretor de uma Yeshiva para alunos do sétimo ao 12º ano, em São Paulo. Anteriormente, passou vários anos em Tucumán, Argentina, onde foi rabino e Shochet (Abatedor Kosher) da comunidade. Em Israel, o Rabino Touitou trabalhou como professor no Machon Miriam da Shavei Israel. Recebeu a ordenação rabínica em 1991 e, em seguida, terminou a sua licenciatura e um mestrado em História do Povo Judeu e Ciência da Computação da Universidade de Bar Ilan. Mais recentemente, recebeu seu certificado em Ensino de Literatura Talmúdica no Instituto Lifshitz de Jerusalém.

O Rabino Touitou é interessado nas questões dos Bnei Anussim e nas comunidades emergentes há vários anos. Em 2004, participou de um documentário brasileiro produzido por descendentes de Marranos em Portugal e no norte do Brasil, e em 2005 deu uma palestra em São Paulo entitulada “Bnei Anussim: Conversão e Retorno”.

 

Chile

A comunidade de Santiago do Chile é conhecida como Kehilat Yosef Chaim e é composta por 35 pessoas que vêm praticando o judaísmo por mais de uma década. O grupo tem a sua própria sinagoga, separada da comunidade judaica oficial que possui 15.000 pessoas.

Como Touitou, Rabi Zerajia nasceu fora de Israel, na Argentina, onde utilizou de seu conhecimento para criar uma carreira de emissário (não pela Shavei Israel), por 10 anos. Ele estudou no prestigioso Beit Midrash Sefaradita na Cidade Velha de Jerusalém e recebeu sua ordenação rabínica em 2003. Ele publicou uma série de importantes materiais de estudos em espanhol, incluindo um livro de orações para o Kabalat Shabat (Reza de recebimento do Shabat) em hebraico, espanhol e a fonética. Criou um guia de orações com Salmos de cura para os doentes com a fonética apropriada além de um guia semelhante para se recitar no cemitério, incluindo uma explicação sobre os costumes e os rituais judaicos de antes do enterro, entre outros.

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Nos passos do exército czarista

Finlândia

Sinagoga em Helsinque

 

Os Cantonistas que vieram para a terra das renas, decidiram ficar e estabelecer uma comunidade judaica, que existe até hoje. Na Segunda Guerra Mundial, lutaram ao lado dos nazistas contra os Aliados.

A história da comunidade judaica na Finlândia, a comunidade mais ao norte da Europa, é emocionante – apesar de ser uma das comunidades mais jovens e menores no continente.

Quando você quer conhecer uma comunidade judaica na Diáspora e compreender a sua natureza, uma das questões-chave é, quais são as raízes dos primeiros judeus que se instalaram lá. Não é o mesmo, uma comunidade de judeus que se estabeleceram após a destruição do Segundo Templo com a de judeus que vieram com expulsão da Espanha, e com uma comunidade que começa com sobreviventes do Holocausto. Não é o mesmo uma comunidade cujos membros vêm de Aleppo, na Síria, com uma comunidade de pessoas da Rússia e da Polônia. A origem da comunidade judaica finlandesa é “cantonista” – soldados judeus que serviram no exército russo, e que, com sua libertação foram autorizados a se instalar no país no século XIX.

 

Finlândia

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Antes que se esqueça o idioma – Parte 1

Istambul, Turquía

Até o século passado, Turquia era o lar de uma grande comunidade judaica e o centro vivo da cultura ladina, que tem sua origem na Espanha. 500 anos após o grande apogeu, em Istambul sentem tanto a decadência como o temor.

Existem aqueles que descrevem a história judaica como uma escada que se encontra apoiada na terra e sua parte superior chega até o céu. A escada é a analogia do povo judeu, o qual se encontra sempre em uma escada, as vezes sobe um degrau e as vezes desce dois. A existência judaica não é plana e horizontal, mas sim vertical. Outros descrevem a existência judaica como um péndulo de um relógio que não para nem por um minuto, as vezes está em cima e as vezes está em baixo. Parece que tais descrições caracterizam o judaismo turco até os dias de hoje.

No passado, os judeu foram bem recebidos no Império Turco Otomano; porém agora, os judeus vivem no país turco, um país muçulmano-laico, com determinado temor por sua sugurança. Em minha última visita a Turquia vi a grande preocupação com segurança que existe fora das sinagogas, nos edifícios comunitários e nos escritórios do Rabinato. O tema ficou ainda mais delicado após os vários atentados que ocorreram nas sinagogas, entre eles, as duas vezes ocorridas no Beit Kenesset “Neve Shalom”. A situação de segurança me levou ao passado, a época dos anussim de Espanha – de lá chegaram os judeus à Turquia, lugar onde poderiam viver como judeus com liberdade e sem temor.

Os momentos mais importantes da história judeu-turca são, em particular, a chegada dos expulsos de Espanha no século XV, a conversão ao islamismo do falso messias Shabetai Tzvi no século XVII e os atentados as sinagogas no seculo XX.

Nem a chegada dos judeus de Espanha, nem a grande decepção que causou Shabetai Tzvi aos judeus de Turquia e ao mundo judaico, preocupam aos judeus locais, mas já o terceito problema, a segurança pessoal e física, esse sim. Apesar da comunidade viver com seus vizinhos muçulmanos em relativa paz a cerca de 500 anos, hoje em dia não é fácil viver como uma minoria judaica num grande país muçulmano. A comunidade judaica é certamente uma minoria na Turquia de hoje; a população geral, dos quais 99% são muçulmanos, conta com quase 70 milhões de pessoas; a comunidade judaica de todo o país tem menos de 30 mil pessoas.

 

De onde provêm os judeus da Turquiaeuropa-haketia

Após a expulsão dos judeus de Espanha e Portugal, o Sultão Biazir II publicou um convite formal aos judeus para que viessem viver em seu território, e eles começaram a chegar ao Império em grande número. O Sultão sonhou em transformar o Império Otomano em uma potência internacional e intercultural, e como parte desta tendência se dirigiu aos centenas de milhares de judeus expulsos e lhes sugeriu viver em seu Império e desfrutar de completa liberdade de culto.

O Império Otomano incluía naqueles tempos não somente a Turquia, mas também a Grécia e parte dos Balcãs, como grande parte do Oriente Médio. A oferta do Sultão Biazir, deu nova esperança aos judeus sefaraditas perseguidos. Em 1492 o Sultão ordenou aos dirigentes das províncias do Império Otomano “não negar a entrada aos judeus ou criar dificuldades, mas sim recebê-los com alegría”. Os judeus vieram e na Turquia se estabeleceram principalmente em Istambul, Esmirna e Edirne.

“Vocês chamam a Fernando o rei sábio”, disse o Sultão, “porém, ao expulsar os judeus, condenou sua terra a pobreza e a nossa a riqueza!” Os judeus de fato de desempenharam em distintas tarefas no Império Otomano: os muçulmanos turcos não estavam interesados em empreendimentos comerciais e deixaram o comércio para as minorias religiosas. Tão pouco confiavam nos súbitos cristãos dos países que haviam conquistado fazia tão pouco tempo atrás, e por isso, naturalmente preferiam aos judeus.

Os expulsos de Espanha e Portugal encontraram em Istambul uma grande comunidade de judeus Romagnotes (judeus que viviam no Império Bizantino e que cuidaram seus costumes após a conquista do Império Otomano; de acordo a vários investigadores, estes judeus partiram da terra de Israel após a destruição do Segundo Templo, para a Ásia Menor e os Balcãs), italianos e asquenazitas. A chegada dos sefaraditas mudou a composição da comunidade. Tiveram cuidado em manter uma política da boa vizinhança entre os distintos grupos, porém as diferenças culturais eram tão grandes que não puderam arbitrar entre elas, tendo ocorrido apenas depois de muitos anos. Finalmente, os judeus Romagnotes foram os que se “assimilaram” dentre os judeus que chegaram de Espanha e adquiriram seus costumes.

Ao longo dos anos, os expulsos de Espanha passaram a ser o grupo dominante e determinante na vida cultural, comercial e medicinal do país. Durante 300 anos depois da expulsão, o êxito e a criatividade dos judeus Otomanos na Turquia e no resto dos países do Império estavam a um nível muito parecido ao da Idade de Ouro na Espanha. Quatro cidades otomanas – Istambul, Esmirna, Safed e Salonica – converteram-se nos centros do judaísmo sefaradita.

Uma das maiores inovações que os judeus trouxeram para o Império Otomano foi a imprensa. Em 1493, apenas um ano depois do exílio de Espanha, David e Shemuel Ibn Najmias estabeleceram a primeira máquina impresora hebraica em Istambul.

 

A cultura do Ladino

Os expulsos de Espanha, cuja língua era o judeu-espanhol, não só levaram consigo sua rica cultura judaica ao Império Otomano, que chegou ao seu apogeu na época de ouro, senão também, o idioma que os acompanhou durante séculos. Os judeus que chegaram a Turquia seguiram preservando sua língua original, parecia ser como uma tentativa de fixar a sua origem judaico-espanhola em pleno Império Otomano. As centenas de anos de estadia na Turquia não foram suficientes ara que os poetas, os escritores, os exegetas e os rabinos adotassem a língua turca; as obras foram escritas e transmitidas de forma completa em ladino.

El origen del ladino se encuentra en el español antiguo y se encuentran integradas palabras y dialectos del hebreo y el arameo. Hay quienes distinguen entre el idioma original en el que hablaban los judíos de España, el judeo-español o el “j’udaismo”, y el Ladino el cual se desarrolló en especial luego de la expulsión de España y se transformó en el idioma oficial de los judíos expulsados de los Balcanes, del imperio Otomano, del Norte de África y de todos lados a donde fueron llevados los expulsados de España.

O ladino foi escrito com letra Rashi ou com letras hebraicas quadradas. As vezes se escrevia o ladino em letras latinas e as vezes em letras redondas o qual era muito aceito em distintas comunidades espanholas.

Lamentavelmente o ladino começa a desaparecer. Os jovens já não o falam, nem tão pouco é uma língua falada. É certo que se está tentando “renovar” o idioma, porém de fato o principal uso da mesma ocorre em obras, no teatro, nas universidades, na liturgia, no folclore e na música.

Os judeus da Turquia conseguiram preservar o idioma durante 500 anos, porém no século XX ocorreu uma grande e dramática mudança. A identidade dos judeus turcos como exilados de Espanha já não é mais preservada com tanto rigor.

Os jovens da comunidade anseiam unir seu futuro com o futuro do país e tornarem-se turcos em todos os sentidos. Está claro que evitam falar o ladino publicamente. É lógico que os motivos de segurança influenciam. Em minha visita a Istambul adorava falar ladino com os anciãos da comunidade e os adultos; eles ainda desfrutam do ladino e se orgulham de poder falar o idioma que os une a seu passado.

Continuará…

O Surgimento dos Judeus Ocultos de Turquia

Recentemente, numa pequena sinagoga de New Jersey, uma tragédia judaica de mais de três séculos, chegou a um tão esperado fim.

De pé diante de um tribunal rabínico, um “judeu oculto” da Turquia encerrou um ciclo histórico emergindo das sombras do passado e regressando formalmente ao povo judeu.

O jovem em questão, que agora tem o nome hebraico de Ari, é um membro dos “Donmeh”, uma comunidade de milhares de pessoas que são descendentes dos seguidores do falso messias Shabetai Tzvi.

Pode até soar raro, e inclusive exagerado, porém, depois de tantos anos, ainda existem pessoas que acreditam que ele voltará a redimir a Israel.

No século XVII, Tzvi irrompeu em cena no judaísmo, aumentando as esperanças de redenção e eletrizando os judeus em todo o mundo. Dotado de um enorme carisma, percorria várias comunidades judaicas e prometia que a tão esperada liberação do exílio estava ocorrendo.

Porém sua carreira messiânica chegou a um repentino final quando o Sultão otomano lhe determinou que fizesse uma escolha extrema: converter-se ao islamismo ou morrer pela espada. O futuro reclamante do trono do Rei David deixou de lado o heroísmo e se converteu em um mulçumano, junShabbatai6to com 300 famílias que se encontravam entre seus mais fiéis seguidores.

Apesar de aparentemente praticarem o Islam, os Donmeh (também conhecidos como os Maaminim, palavra hebraica que significa “crentes”), no entanto continuavam, em segredo, observando uma forma mística de judaísmo.

Estudiosos como Gershom Scholem, escreveram extensamente sobre os Donmeh, e Marc David Baer, da Universidade de California, publicou recentemente um novo e importante estudo acerca deles.

Até o dia de hoje, alguns destes “shabtainos” preservam diversos costumes judaicos, como a celebração das festas, o estudo do Zohar e, inclusive, recitam porções do livro de Salmos todos os dias. E seguem os “18 Mandamentos” impostos a eles por Shabtai Tzvi, que inclui uma proibição absoluta de casamentos mistos.

Durante muitos anos, concentraram-se na cidade grega de Salonica, até que foram expulsos para a Turquia em 1923/24, como parte dos intercâmbios populacionais entre os dois países. Este capítulo doloroso de sua história resultou ser uma benção disfarçada, porque os salvou da má sorte que tiveram os judeus da Grécia, onde a maioria deles foram assassinados pelos nazistas.

Porém, apesar da conversão dos Donmeh ao islamismo e o transcurso de mais de 300 anos, ainda são vistos com receio pelos muçulmanos turcos, e são alvos frequentes da imprensa do país, que os acusa de ser parte de uma conspiração sionista internacional.

Assim que não nos surpreende que os Donmeh se encolheram e essencialmente, passaram a clandestinidade, levando, na realidade, uma vida dupla para sobreviver. Mesmo que muitos deles tenham se assimilado na sociedade turca, milhares ainda vivem em cidades importantes como Istambul e Esmirna.

Há cerca de dois anos, em uma visita a Istambul, reuni-me com alguns membros da geração mais jovem dos Donmeh, incluindo Ari. Devido ao atual estado das relações diplomáticas turco-israelenses, não posso divulgar detalhes sobre eles para não identificá-los, apenas dizer que todos expressaram uma profunda vontade de retornar ao judaísmo.

Quando os conheci no lobby de um pequeno hotel, Ari, em particular, parecia especialmenete nervoso. Ficava constantemente observando o lugar, a princípio parecia ter medo de ser visto com um judeu de Israel que usava uma kipá.

Contou-me sobre os maus tratos que suportaram os Donmeh nos meios de comunicação turcos, e disse: “Estou cansado de ocultar-me e estou cansado de fingir. Quer ser um judeu, quero voltar ao meu povo”.

Quando o sondei a respeito de seus conhecimentos judaicos, me surpreendeu ver o quanto era versado sobre vários conceitos cabalísticos. E não me refiro a pseudo Cabala praticada por Madonna e outros em Hollywood, mas sim a real Cabala.

Mais tarde, Ari me levou para dar uma volta na cidade, mostrou-me o cemitério Donmeh e outros lugares fundamentais para a vida oculta da comunidade. Com uma evidente sensação de frustração, explicou que a comunidade judaica da Turquia não se aproximava da questão Donmeh, temerosa da reação que isto poderia provocar.

“Estou prisioneiro entre dois mundos”, disse. “Os turcos me veem como um judeu, porém os judeus não me aceitam”.

Porém, tudo isso mudou há algumas semanas, quando Ari deu o valente passo de viajar ao Estados Unidos para submeter-se ao retorno ao judaísmo. Depois que os rabinos examinaram seu caso, levando em conta o fato de que seus antepassados haviam se casado exclusivamente entre eles, deram as boas vindas a Ari de volta ao seu povo.

Falando comigo pouco depois, Ari não pode conter suas emoções: “É um milagre, agora sou um judeu ‘oficial’, depois de todos estes anos!” No sábado seguinte, foi honrado numa sinagoga em Nova Yorque com a mitzvá de carrager a Torá diante da congregação. Abraçou o Sefer com força e amorosamente em seus braços, carregando-o como a um bebe recém nascido, enquanto lágrimas de alegria e alívio corriam por sua face.

Ari não é o único. Existem muitos outros jovens Donmeh que também tentam encontrar seu caminho de regersso, e o povo judeu tem que ajudá-los. Independentemente dos erros que seus antepassados tenham cometido, os Donmeh de hoje se agarraram a sua herança judaica e a mantiveram viva. Àqueles que desejam recuperar suas raízes temos o dever de possibilitar que o façam.

Bem vindo novamente ao nosso povo, Ari, e que teu retorno abra o caminho para outros Donmeh.

O Grande Pecado do Vaticano

Aqui vamos nós outra vez! A cada tantos anos, aparentemente, uma nova controvérsia surge quando o Papa João Paulo II atua para conferir santidade à outra figura histórica manchada pelo anti-semitismo.

Aparentemente indiferente aos efeitos que tais atos podem ter sobre o já tenso estado das relações católico-judaicas, o Vaticano segue adiante e celebra estes duvidosos modelos de conduta, ignorando o fato de que a sua piedade estava deturpada pelo preconceito.

O último homenageado de Roma é uma freira alemã do século XIX chamada Anna Katerina Emmerick, que alegava ter tido uma série de visões sobre a morte de Jesus. No início deste mês o papa decidiu beatificá-la, a última etapa antes de conceder a santidade.
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