Oficina de Velas de Shabat no Chile

O rabino Avraham Latapiat, emissário da Shavei Israel no Chile, junto com a sua esposa, realizou uma oficina especial no Talmud Torá local (escola judaica) chamado “Despertando para a importância do Shabat”, para explicar às crianças a importância de guardar o Shabat e ensinar-lhes como preparar velas caseiras e organizar e decorar a mesa de Shabat. As crianças regressaram às suas casas felizes, com candelabros, um copo decorado e a sua caixinha de fósforos. Agora podem usar os seus próprios utensílios no Shabat. Aqui podemos vê-los a trabalhar, concentrados e muito contentes.

Para além disso, a comunidade do Chile organizou recentemente uma festa de despedida para o seu membro Shlomo Yosef, que viajará para Israel a princípios de novembro para se preparar para a sua conversão formal ao judaísmo com a ajuda da Shavei Israel.

Voluntário da Shavei ensina hebraico na América Central

Por Gabriel Cavaglion

Em anos recentes, Israel tem registado fluxos migratórios vindos de regiões remotas, tais como a imigração Bnei Menashe do nordeste da Índia, que se tornou possível para parte da comunidade, depois de um rigoroso processo de conversão (cerca de 3000 pessoas até ao momento). Eles consideram-se descendentes da tribo Menashe, uma das tribos exiladas pelos assírios em 722 AEC.

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Televisão judaica pela internet – A primeira da Polónia!

Shalom.tv (szalom.tv, em polaco) é a primeira televisão pela internet (web TV) da Polónia. Transmitindo desde Lodz – uma cidade com uma longa tradição cinematográfica – o canal é gerido por profissionais: pessoas da comunidade judaica que são peritas em assuntos judaicos, e realizadores de cinema com muitos anos de experiência.

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18.03 – Dia Nacional da Imigração Judaica

PROJETO DE LEI de 2008. (Do Sr. Dr. Marcelo Itagiba)
Dispõe sobre a instituição do dia 18 de março como data comemorativa
do “Dia Nacional da Imigração Judaica” e dá outras providências.

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º Esta lei tem por objetivo instituir data para a comemoração
da contribuição do povo judeu na formação da cultura brasileira.
Art. 2° Fica instituído o dia 18 de março como o “D ia Nacional da
Imigração Judaica”.
Art. 3º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

JUSTIFICAÇÃO

É inegável a importância, em todos os setores da vida nacional,
da contribuição dos imigrantes judeus para a formação social, política,
econômica e cultural do Brasil.
Aliás, os imigrantes judeus escreveram, desde o descobrimento,
importante parte da nossa história, a começar com Gaspar da Gama, intérprete oficial da frota de Cabral, dentre tantos outros que supervenientemente ajudaram a formar a nossa nação. Também, nos tempos atuais, permanece viva e forte a influência judaica no nosso dia-a-dia. Citam-se, aqui, por exemplo, alguns nomes em brevíssima lista de pessoas que representam essa marcante influência em todas as áreas da vida brasileira.

Na política, o Senador Aarão Steinbruch, que quando Deputado
ficou célebre por aprovar diversas leis trabalhistas, e coube-lhe a autoria da lei que instituiu o 13º salário; os Deputados Horácio Lafer, Rubem Medina, de oito mandatos, Celso Lafer, ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e ministro das Relações Exteriores em duas ocasiões, em 1992 e de 2001 a 2002, além de embaixador do Brasil junto à OMC, e embaixador do Brasil junto à Organização das Nações Unidas (ONU) de 1995 a 1998, e mais
recentemente, Alberto Goldman e Fábio Feldman.

Na indústria, por exemplo, são da comunidade judaica as famílias
Klabin, Lafer, Feffer e Steinbruch. Nas finanças, as famílias Safra e Safdié.

No comércio, os fundadores das Casas Bahia, do Ponto Frio, das Lojas Marisa, da Renascença Móveis, H. Stern, Samuel Klein, Monteverde, Bernardo Goldfarb, Jacob Voloch e Hans Stern.

Na construção civil, Rogério Schor, Rogério Jonas Zylbersztajn, Elie Horn e Jacob Steinberg.

No setor de mídia, Nelson Sirotsky, Victor e Roberto Civita, Adolfo Bloch e Sílvio Santos. Na televisão, Cláudio Besserman Vianna, mais
conhecido pelo nome artístico Bussunda, e Maurício Sherman Nizenbaum. No esporte, o Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur
Nuzman e Bernard Rajzman, o Bernard do Jornadas nas Estrelas.

No cinema, Leon Hirszman, cineasta expoente do cinema novo,
Silvio Tendler, renomado documentarista brasileiro, Sura Berditchevsky, Eva Todor, Débora Block, Dina Sfat e Ida Szafran, conhecida como Ida Gomes, atrizes. Nas artes plásticas, Lasar Segall e Carlos Scliar, e, na música, Jacob Pick Bittencourt, o nosso Jacob do Bandolim, Jacqes Klein, virtuose do piano e o maestro Isaac Karabtchevsky.

Na ciência, Mário Schenberg e Otto Richard Gottlieb. Na
educação, Samuel Malamud. Nas profissões liberais, Jacob Kligerman, médico; na arquitetura, Rino Levi; e Bernard Dain, advogado. Na literatura, José Mindlin, Clarisse Lispector e Arnaldo Niskier, ex-Presidente da Academia Brasileira de Letras, dentre tantos outros que não deixam esgotar a lista, como o líder comunitário Osias Wurman.

Essa forte força cultural não pode, portanto, deixar de ser
festejada e difundida, principalmente entre a parcela mais jovem de nossa
população. Foi com este espírito, aliás, que, no dia 13 de dezembro de 2007, a Câmara dos Deputados teve a feliz e justa iniciativa de comemorar o 60º
aniversário da criação do Estado de Israel, momento em que, representando o meu Partido, o PMDB, registrei que a paz para os judeus vem sendo escrita à custa de toda sorte de provações, mas que, apesar disso, a comunidade
judaica mantém viva a tradição de celebrar seus heróis, homens e mulheres
que deixaram registrados para a eternidade.

Não foi fácil, pois, escolher uma data que representasse tão
importante contribuição, mas elegemos o dia 18 de março, dia da
reinauguração, em 2002, do Templo fundado na rua dos Judeus, em Recife, à época do domínio holandês, no Século XVII, a Sinagoga Kahal Kadosh Zur
Israel (Santa Comunidade Rochedo de Israel), a primeira das Américas, não só porque é testemunha da presença dos imigrantes judeus no Brasil, mas,
também, porque sobre suas ruínas restauradas surgiu um museu que visa a
preservar a memória da vida judaica na história colonial brasileira.

O museu, de atividades exclusivamente culturais, é resultado de
um trabalho conjunto da Associação para a Restauração da Memória Judaica
nas Américas, Federação Israelita de Pernambuco, Prefeitura de Recife,
Universidade Federal de Pernambuco, Instituto do Patrimônio Histórico e
Nacional e Ministério da Cultura, patrocinado pela Fundação Safra.

Para esta empreitada intelectual, vale registrar, foram consultados
mais de 60 mil documentos relativos ao período em que se construiu referido Templo, marco da imigração judaica no novo mundo, guardados no Arquivo Municipal da Prefeitura de Amsterdã, e que agora fazem parte do acervo da Sinagoga Kahal Kadosh Zur Israel, aberta à visitação pública.

Assim, por todo o exposto, tomamos a iniciativa de propor a instituição do dia 18 de março como o “Dia Nacional da Imigração Judaica”, em efetivo reconhecimento nacional da contribuição dos imigrantes judeus na formação histórica, sócio-econômica, política e cultural brasileira, para o quê se espera total apoio dos ilustres pares.
Sala das Sessões, de de 2008.

Artículo escrito por Marcelo Itagiba, Diputado Federal – PMDB/RJ.

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Guarda, Portugal – Notas de viagem.

Aqui temos um excerto de um texto de Nora Goldfinger, que tem estado a viajar por vários locais de interesse judaico em Espanha e Portugal e aceitou partilhar a sua experiência connosco.
Sabe-se que os judeus chegaram pela primeira vez a Espanha há muitos séculos. Encontram-se provas deste facto nos antigos manuscritos do Mar Morto (Manuscritos de Qumram), que mencionam a presença Judaica em Espanha.
Em Portugal, os primeiros imigrantes judeus apareceram na região da Beira somente no fim do século XIII, sendo a Guarda a primeira cidade a aceitá-los.
Trancoso, Covilhã e Castelo Branco aceitaram-nos no século XIV devido ao ambiente de antissemitismo existente na época em Espanha e à crescente imigração depois do édito de expulsão de 1492.

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Turismo judaico em Portugal.

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Aqui partilhamos convosco alguns excertos de um artigo da Noticias Magazine, a revista do Diário de Notícias, um dos maiores e mais conceituados jornais de Portugal.

Há um novo fenómeno no interior português. Milhares de turistas judeus estão a invadir lugares como Castelo de Vide, Belmonte ou Trancoso para conhecer o património judaico nacional. No último ano, o número de visitantes aumentou extraordinariamente. Há novas linhas aéreas entre Portugal e Israel, novas agências especializadas, novos hotéis, novas lojas kosher. História de um retorno.

 

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Para Elisha Salas, rabino de Belmonte, este interesse renovado dos judeus por Portugal é puramente emocional. Desde Moisés ao Holocausto, passando pela Inquisição, a história dos judeus é uma história de perseguição constante. A partir do momento em que tornamos a ser aceites, temos uma grande obsessão por descobrir as nossas raízes, perceber de onde vimos.

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“Quando uma terra se entranha no sangue de um povo, pertence a esse povo para sempre”, diz Fabiana Oliveira Bezerra, uma brasileira do Recife, descendente de judeus portugueses, na sinagoga de Trancoso.

Belmonte, Portugal – Notas de Viagem.

Aqui temos um excerto de um texto de Nora Goldfinger, que tem estado a viajar por vários locais de interesse judaico em Espanha e Portugal e aceitou partilhar a sua experiência connosco.
Depois de tantas vilas desertas, chegar a Belmonte e ver a sinagoga Beit Eliyahu encheu-nos de alegria. Entrámos e ficámos surpreendidos pelo número de pessoas que lá se encontrava, até que nos disseram que eram um grupo de israelitas de visita a Belmonte.
Enquanto acabavam de ler a Torá, eu queria guardar na memória o que via: As nove Estrelas de David azuis que emolduram as luzes do teto por cima da área das mulheres e um grande candeeiro decorado por três Estrelas de David douradas que se localiza quase mesmo por cima da bimá. As estrelas são de três tamanhos diferentes e duas delas estão enfeitadas com luzes.
De um dos lados do Aron haKodesh está uma menorá feita de madeira e do outro lado podemos ver os leões de Yehuda.
Depois da tradicional bênção dos Kohanim, foram devolvidos ao Aron haKodesh dois rolos de Torá. De repente, vi-me imersa na oração de Musaf, lendo a Amidá com judeus de outras partes do mundo, partilhando o espírito daquele Shabat particular.

Durante o serviço religioso, ouvi o rabino falar em espanhol com uma pronúncia parecida à de Buenos Aires, Argentina.

Aproximámo-nos para o cumprimentar e descobrimos que o seu nome é Elisha Salas e que era chileno.
Começámos a falar e o rabino contou-nos a história de Belmonte. Como resultado da Inquisição, a prática oculta do judaísmo por parte dos cripto-judeus fê-los esquecer muitas das leis judaicas. A comunidade não tinha sinagoga, não tinha ideia de como fazer a circuncisão e menos ainda da língua hebraica, mas guardavam Pesach, Yom Kipur e Shabat.

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