Alegria na Colômbia :-)

Mazal tov!

Queremos dar os parabéns a Yosef Chaim pelo seu casamento na semana passada; uma mensagem de esperança neste momento difícil em todo o mundo.

Recebemo-lo na nossa kehila quando ele era ainda um menino. Agora, depois de ele ter ido para Eretz Israel, de ter estudado na Yeshiva e de ter estado no exército, voltamos a recebê-lo para o seu casamento.

Todas essas são grandes conquistas que foram vistas com o tempo, e pelas quais agradeço o trabalho da Shavei Israel.

Rabino Elad Villegas

Parasha da Semana – Vaicrá

A chave do hoje e do amanhã está no ontem…

Os filhos do hoje e do amanhã

Estamos muito próximos da festa de Pesach, pelo que dedicaremos estas duas semanas a aspectos relevantes da Festa da Liberdade.

É bem conhecida a história de David Ben Gurion, que, diante de uma comissão de juízes americanos que lhe perguntou por que o povo judeu se sentia tão apegado à Terra de Israel, respondeu que, como sabiam, há 300 anos chegaram os fundadores do Estado Americano no Mayflower. Mas quantos americanos sabem a que horas partiu o navio, como estavam vestidos os primeiros pioneiros e o que comeram durante a viagem? No entanto, todas as crianças judias sabem quando e como, há mais de 3319 anos, os nossos antepassados deixaram a terra do Egito numa jornada rumo à liberdade.

Como conseguimos manter este profundo conhecimento e vivência?

Uma parte central da Hagadá de Pesach é ocupada pela leitura dos quatro filhos: o Sábio, o Malvado, o Simples e Aquele que Não Sabe Perguntar.

Porque aparecem esses quatro tipos de filhos? Alguém considera que um de seus filhos é malvado? Como essa parte da Hagadá se relaciona com o preceito de «e contarás ao teu filho a saída do Egito»?

Os nossos sábios esclarecem-nos precisamente que cada pai deve cumprir esse preceito e não pode deixá-lo nas mãos dos professores. A mitzva só é cumprida quando as palavras da história atingem o coração de nossos filhos; portanto, devemos nos esforçar para ser bons educadores e conhecê-los muito bem para saber como chegar a cada um deles.

Se compararmos o texto bíblico com a Hagadá, veremos que a ordem das perguntas das crianças e suas respostas não são mantidas nos dois textos.

Há algo que nos chama a atenção: quando se fala do filho sábio e do simples, aparece a palavra «amanhã» e, no caso do malvado, e daquele que não sabe perguntar, aparece a palavra «hoje». Por acaso existem filhos de hoje e filhos de amanhã?

A primeira coisa que queremos esclarecer aos nossos filhos é que são todos filhos muito bons, mas que têm necessidades e concepções diferentes do mundo.

O filho sábio: no relato bíblico, esse filho encontra-se 40 anos depois da saída do Egito e antes de entrar na terra de Israel. Nem ele nem seu pai a viveram. A este filho, que pergunta sobre as leis de Pesach «que vocês cumprem» e que é muito sábio, os nossos rabinos dizem-nos que devemos fazê-lo viver a magia do relato. Não deve apenas ser sábio; deve também experimentar o calor da família reunida, a comida especial, e descer da sua «torre de marfim».

O filho malvado: ele na verdade não é malvado; apenas precisamos saber chegar a ele e aos seus questionamentos. O filho sábio detém-se no mundo do sagrado; este filho é o extremo oposto: o seu mundo é o material, longe do ritual e dos detalhes. Suas perguntas são muito boas, mas devemos explicar-lhe que foram os detalhes que nos permitiram, e permitem, continuar com esta tradição milenar. Ele deve saber que o nosso desejo é que ele, daqui a 50 ou 60 anos, também possa transmiti-la aos netos, para que eles continuem fazendo parte da mesa do Seder.

O filho simples: é fácil confundir o simples. Ele não é tolo. A palavra tam, em hebraico, significa «completo». Este filho pergunta «o que é isso?», sobre as leis dos Primogénitos. Ele não entende por que tem que haver diferenças entre os homens, e porque De’s ordenou que o povo de Israel fizesse o sacrifício de Pesach e pintasse as molduras das portas com o sangue, para que fossem pulados na praga do primogénito. Para o simples, devemos responder que as diferenças hoje são necessárias, que, no plano divino, no dia de amanhã todos os homens serão iguais, mas enquanto isso não acontecer, ele fará parte da mesa do Seder e da história de Pesach.

Aquele que não sabe perguntar apresenta-nos o maior desafio. Numa mesa onde o principal é perguntar, esse filho não encontrou uma maneira de se relacionar com os símbolos e sinais da festa e dos costumes em geral. A Hagadá pede aos pais at ptaj lo, devemos abrir-nos para ele, devemos entender o grande poder por trás desse silêncio, chegar ao seu coração e, para isso, ouvi-lo sem nunca interromper o diálogo.

O importante é que os quatro filhos estejam à mesa do Seder, que vivam juntos em suas diferenças, e que nós, como pais, possamos conhecê-los e apreciar o imenso tesouro que cada um possui, pois a chave do hoje e do amanhã está no ontem.

Edith Blaustein

Crise do Corona atinge os novos imigrantes em Israel

Como todos sabemos, o mundo está atualmente enfrentando a ameaça sem precedentes representada pelo coronavírus e, é claro, isso afetou a Shavei Israel as e suas comunidades em todo o mundo. A nossa equipa e emissários continuam a trabalhar, embora à distância, com as nossas comunidades de judeus perdidos e ocultos em todo o mundo, fazendo o possível para dar-lhes força e encorajamento durante estes dias difíceis, seguindo estritamente os protocolos de saúde e segurança exigidos pelos governos. 

Pode parecer difícil de acreditar, mas Pesach está a chegar muito em breve, e um número crescente de israelenses – incluindo novos imigrantes Bnei Menashe da Índia e judeus chineses de Kaifeng – estão a perder os seus empregos e fontes de subsistência. De fato, de 15 a 20 famílias já foram dispensadas sem remuneração dos seus empregos. Isso só contribuiu para o sentimento de incerteza e medo que muitos já sentem.

Por isso, estamos nos voltando para vocês – os nossos leais amigos e apoiantes – e pedindo que por favor nos ajudem para que possamos ajudar estas pessoas. Existem muitas famílias necessitadas entre os novos imigrantes, e, com a aproximação da festa, essas necessidades só crescerão. Se puder ajudar de alguma forma, teremos o maior prazer em entregar os seus donativos às novas famílias imigrantes carenciadas neste momento. CLIQUE para fazer um donativo. 

Muito obrigado pelo seu apoio e amizade contínuos. Desejamos-lhe toda a saúde e força para superar este momento desafiador, e oramos para que o Criador cure os doentes e tenha misericórdia da humanidade.  

Parasha da Semana – Vaiakhel Pecudei

Finalizamos Shemot acendendo um fogo íntimo que põe o Homem em movimento…

Movermo-nos para nos comovermos…

Shabat HaChodesh

Shabat de conclusão. Shabat de renovação. Duas instâncias que se misturam no ir e vir da nossa jornada bíblica que propõe rever e enfrentar novamente o desafio de ser judeu todos os dias.

O Livro de Shemot chega ao fim, tal como o mês de Adar. Uma nova leitura nos espera. Um novo mês nos aguarda. Aqui está a «revisão», e também o desafio. O constante parece ser o eixo da vivência humana, quando confrontada com os rolos circulares da sagrada Torá. O que se renova é o ponto de partida que inaugura a chegada de um tempo em que tudo é como antes e nada é como antes…

As estatísticas finais da obra monumental do deserto são enumeradas em Vaiakhel e Pekudei, as duas últimas parashiot do nosso segundo livro.

Neste Shabat, o Maftir é chamado Shabat HaChodesh. É um Shabat que mobiliza as fibras íntimas de uma nação chamada a construir o todo no meio do nada. E, por sua vez, comove-nos porque nos leva pela mão para um tempo definido como «o nosso tempo». Lemos haChodesh hazé lachem, «Este mês é para vós», anuncia-nos o Todo-Poderoso, na antecâmara da maravilhosa libertação do Egito.

O Mishcan, que representava o santuário durante o trajeto no deserto, objeto de dedicação popular e inspiração artesanal, é construído e concluído na nossa parashá semanal. Pode o Homem ser a Casa de De’s? Não apenas pode, mas deve … Para alcançar tal definição, é necessária uma mobilização, e a nossa parashá explica isto com conceitos simples:

Quem veio ao Mishcan? Todos aqueles que tinham aceso o fogo da sua humanidade.

É engraçado, mas o idioma do paraíso, o nosso ivrit, permite visualizar a ideia. O verbo que fala de entusiasmo e fervor é mitlahevHitlahavut é efervescência, calor, fogo interior. Verbo e nome que carregam em sua essência uma palavra simples e eloquente: Lahav, que significa «chama», uma chama de fogo que se reacende e revive quando é alimentada, para crescer cada vez mais, iluminando cada vez mais, dando mais vida…

Um povo se mobiliza. Inquieto como o fogo em seu desejo de se elevar para tocar os céus. Tanto os homens como as mulheres. A nossa Torá explica-nos isso a partir do que é iluminado em cada um. Do combustível espiritual imprescindível para ser promotor de um milagre… Porque convenhamos que a construção de uma Casa para De’s no meio do deserto não deixa de se assemelhar a um milagre, nes, em hebraico.

Aqui temos uma primeira conexão com o nosso Shabat do Mês, quando Nisan, da mesma raiz de nes, vem trazer-nos outro milagre: o da nossa elevação como povo livre, como redimido, gueulim, com as mãos livres para trazer e um coração de fogo para se aproximar…

E veio todo homem cujo coração o elevou e o transportou, e todo aquele cujo espírito o levou a dar de si mesmo… É assim que somos apresentados, no fim de contas, as «contas finais do Mishcan», Pekudei haMishcan, como se diz na nossa última parashá.

Um coração que nos eleva e um espírito que nos move.

O final do nosso livro devolve-nos uma ordem. Vaiakhel, o próprio significado de «congregar», Kahal é «congregação», e voltar a expressar a unidade mesmo dentro da diversidade. Porque assim como seus rostos são diferentes, os seus pensamentos são muito diferentes… O que nos iguala é a condição humana, esse fogo depositado dentro. A Neshama, a alma, tal como é definida pelos sábios, é o que temos em comum… é o que devemos educar, alimentar, como fogo, para que cresça em nós.

Finalizamos Shemot acendendo um fogo íntimo que põe o Homem em movimento, o humano que vive em nós. Construtores do nosso destino. Dimensionando o espaço, assim como De’s o estabeleceu no mundo da Criação.

Abrimos as portas do Sefer Vaikrá, um livro que tratará do Homem na sua tentativa de se aproximar de De’s. Acendendo o fogo da Fé. Mobilizando o mais profundo do ser …

Edith Blaustein

Judeu indiano imigrante em Israel atacado em incidente racista em Tiberíades

Racismo em Israel como resultado do coronavírus

Am-Shalem Singson, de 28 anos, membro da comunidade judaica Bnei Menashe, originário de Manipur, na Índia, imigrante em Israel desde 2017, foi atacado no sábado em Tiberíades por dois homens.

Os atacantes gritaram referências racistas a Singson, incluindo tê-lo chamado de «chinês» e «corona», enquanto o espancavam e o chutavam no peito. Mais tarde, Singson foi hospitalizado no Centro Médico Baruch Padeh, em Tiberíades. Apesar de ter sofrido lesões no peito e pulmões, a sua situação é considerada estável. 

Singson, cuja mãe, avó e irmão também se mudaram para Israel com ele, vive em Tiberíades e frequenta uma Yeshiva Hesder em Ma’alot. — Eu disse aos dois agressores que eu nem sou chinês, mas sim judeu da comunidade Bnei Menashe, não que haja justificativa para atacar um chinês ou qualquer outra pessoa. Mas eles estavam totalmente loucos e me chutavam com força enquanto gritavam: «Corona! Corona!», — Disse Singson, da sua cama de hospital.

— Na Shavei Israel estamos chocados com o ataque cruel e racista a Am-Shalem Singson ontem em Tiberíades. Os Bnei Menashe são nossos irmãos e irmãs, e qualquer pessoa que levante a mão contra eles deve ser levada à justiça. Exijo que sejam tomadas medidas e peço à polícia para investigar este incidente imediatamente — disse Michael Freund, presidente da Shavei Israel. 

— O coronavírus não faz distinção entre diferentes tipos de israelenses com base na cor da pele ou no formato dos olhos, e ninguém deveria fazer essa distinção — continuou Freund.

Existem cerca de 6.500 membros da comunidade Bnei Menashe ainda vivendo no nordeste da Índia, enquanto aproximadamente 3.000 fizeram de Israel a sua casa desde meados dos anos 2000. Atualmente, 700 Bnei Menashe aguardam a aprovação do governo israelense para imigrar. O próprio Singson imigrou para Israel em 2017. Esta não é a primeira vez que aconteceu um episódio de racismo em Israel como resultado do coronavírus. No final de fevereiro, uma mãe nipo-americana de jerusalém, que imigrou para Israel há nove anos, falou com o The Jerusalem Post descrevendo um nível crescente e desconfortável de racismo contra asiáticos em Israel desde o início do surto de coronavírus. 

Parasha Ki Tissá – Elevarmo-nos perante as dificuldades

O que simboliza Amalek para cada um de nós hoje?

De’s ordena que Moisés levante as cabeças dos filhos de Israel para os contar, através do meio ciclo que cada um deveria trazer. Sem diferenças, tanto o mais rico quanto o mais pobre, todos participamos e formamos uma comunidade que dá, e não há ninguém que não tenha meios para contribuir.

Nesta parashá, o povo de Israel deve enfrentar dois inimigos muito poderosos: por um lado, a sua própria impaciência e falta de fé, que os leva a pecar com o bezerro de ouro e, por outro lado, o povo de Amalek.

O que simboliza Amalek para cada um de nós hoje?

Amalek é um estado espiritual que representa aquilo que esfria o nosso entusiasmo, que nos rouba a emoção de enfrentar desafios, é o que nos «amornece». Pode ser um comentário mesquinho, ou a nossa própria indecisão.

Nesta batalha contra Amalek, Moisés escalou uma montanha com Aaron e Ben Hur. Foram eles que seguraram seus braços para que Moisés não se cansasse. Enquanto os braços dele estavam estendidos para o céu, os israelitas venciam, mas quando ele não resistia ao peso de seus braços e os baixava, era Amalek o vencedor.

Daqui podemos deduzir claramente que não devemos baixar os braços diante das adversidades e das dificuldades que surgem no nosso caminho.

Amalek é tudo o que nos separa dos objetivos que estabelecemos para nós mesmos, portanto, devemos nos perguntar diariamente: o que fizemos hoje para derrotar Amalek?

Pessach está perto; nesta festa deixamos de ser escravos, nos livramos de nossos opressores internos e externos para embarcar na jornada em direção à Liberdade, para sermos profundamente nós mesmos.

Para conseguir iniciar esta jornada, para vencer Amalek, precisamos acima de tudo de «levantar a cabeça».

Edith Blaustein

O impacto do Coronavírus na Shavei Israel

Depois de quase três anos desde que a Shavei Israel trouxe cinco jovens da comunidade judaica Kaifeng na China para Israel em Aliá, os nossos planos de trazer outra jovem foram anulados, pelo menos por agora, devido ao coronavírus, também conhecido como Covid-19.

Com a China como epicentro do que se está a transformar rapidamente numa pandemia, a aliá desta jovem começou a ficar cada vez mais improvável de acontecer como programado à medida que a data se aproximava. Uma vez que todos os vôos da China para Israel foram cancelados em 30 de janeiro, ficou óbvio que a aliá precisaria ser adiada para uma data futura, mas que data será essa, é uma incógnita.

A aliá não foi o único evento relacionado com a Shavei Israel afetado pelo coronavírus. Um jovem da mesma comunidade judaica Kaifeng, a quem a Shavei trouxe para Israel em aliá e ajudou há alguns anos, tem o seu casamento marcado para daqui a algumas semanas em Israel. Depois de muito esforço, a sua família na China conseguiu obter os vistos necessários e comprou até as passagens, que são bastante caras, para poderem estar presentes na alegre ocasião. Agora, há pouca ou nenhuma chance de a sua família poder estar aqui para celebrar com ele.

Toda a equipa da Shavei Israel ora pela rápida contenção do coronavírus Covid-19 e pela recuperação e boa saúde de todos os infectados.