Parasha Tazria – Metzora – Yom Haatzmaut como início da Era Messiânica

Uma parte importante da Redenção significa o retorno de todo o povo de Israel espalhado pelo mundo

Ze haiom asa H’ naguila venismecha bo

Este é o dia que o Altíssimo fez para nos regozijarmos e nos alegrarmos.

Temos a sorte de sermos testemunhas do Estado de Israel, reshit tzmichat gueulatenu, o início da nossa redenção. Este facto não pode nos deixar indiferentes. Em Yom Haatzmaut, nossos sábios decretaram a leitura da mesma Haftarah que no oitavo dia de Pesach. Essa semelhança refere-se ao facto de ambas as datas estarem relacionadas com a Redenção: no oitavo dia de Pesach celebramos a abertura do Mar dos Juncos, e em Yom Haatzmaut o início da Redenção futura. O texto lido é do livro de Isaías, 10:32 até ao final do capítulo 12.

Uma parte importante da Redenção significa o retorno de todo o povo de Israel espalhado pelo mundo. Israel é o nosso lar e está esperando por nós…

11:11 Naquele dia, De’s tornará a levantar a Sua mão para adquirir o resto do seu povo que tiver restado, da Assíria, do Egito, de Patrós, de Cush, de Elam, de Shinar, de Chamat e das ilhas do mar.

11:12 E levantará um estandarte para as nações e reunirá os deportados de Israel e juntará os dispersos de Judá dos quatro cantos do mundo.

A criação do Estado de Israel é o início de uma era que mudará os conceitos da realidade e, assim, a ordem da natureza ver-se-á transformada em todos os seus domínios:

11:6 E o lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo deitar-se-á ao pé do cabrito; o bezerro, o leãozinho e o animal cevado andarão juntos, e um menino os conduzirá.

11:7 A vaca e a ursa pastarão juntas, as suas crias deitar-se-ão juntas e o leão, como o boi, comerá palha.

11:8 O bebé de peito brincará sobre o buraco da cobra, e na cova da víbora meterá a mão a criança recém desmamada.

11:9 Não farão dano nem destruirão em todo o Meu santo monte, porque repleta estará a Terra do conhecimento de De’s, como as águas cobrem o mar.

O rabino Abraham Isaac Kuk (1865-1935), que foi o primeiro rabino-chefe Ashkenazi durante o mandato britânico, conseguiu deitar vinho novo em odres velhos e dar um significado contemporâneo à visão de Isaías.

Consciente das ameaçadoras nuvens de guerra e destruição que ameaçavam o mundo, Kuk escreveu, na década de 1930: A civilização mundial está entrando em colapso, o espírito humano está enfraquecendo e a escuridão cobre todas as nações. Expressava assim uma visão de salvação universal, na qual a terra de Israel, o povo de Israel e todas as nações do mundo serão redimidas. Dessa forma consegue conferir significado universal ao renascimento judaico.

Há poucos dias estávamos sentados à mesa do Seder, vivendo a redenção do povo de Israel do Egito. No dia 27 de Nisan recordámos a tentativa de destruição do nosso povo durante a Shoá.

Abramos os nossos corações para entoar um cântico de agradecimento, tal como nos é pedido no final da Haftará. Hoje somos livres, hoje temos um Estado e a enorme responsabilidade de aproximar a Redenção.

12:4 E direis naquele dia: Agradecei ao Senhor, chamai-O pelo Seu Nome, louvai entre os povos os Seus feitos, lembrai-O, porque sublime é o Seu Nome.

12:5 Cantai ao Senhor, pois fez algo grandioso, sabido é isso em toda a Terra.

12:6 Regozija-te e canta, moradora de Tzion, que grande é em teu seio o Santo de Israel.

Edith Blaustein

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