18.03 – Dia Nacional da Imigração Judaica

PROJETO DE LEI de 2008. (Do Sr. Dr. Marcelo Itagiba)
Dispõe sobre a instituição do dia 18 de março como data comemorativa
do “Dia Nacional da Imigração Judaica” e dá outras providências.

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º Esta lei tem por objetivo instituir data para a comemoração
da contribuição do povo judeu na formação da cultura brasileira.
Art. 2° Fica instituído o dia 18 de março como o “D ia Nacional da
Imigração Judaica”.
Art. 3º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

JUSTIFICAÇÃO

É inegável a importância, em todos os setores da vida nacional,
da contribuição dos imigrantes judeus para a formação social, política,
econômica e cultural do Brasil.
Aliás, os imigrantes judeus escreveram, desde o descobrimento,
importante parte da nossa história, a começar com Gaspar da Gama, intérprete oficial da frota de Cabral, dentre tantos outros que supervenientemente ajudaram a formar a nossa nação. Também, nos tempos atuais, permanece viva e forte a influência judaica no nosso dia-a-dia. Citam-se, aqui, por exemplo, alguns nomes em brevíssima lista de pessoas que representam essa marcante influência em todas as áreas da vida brasileira.

Na política, o Senador Aarão Steinbruch, que quando Deputado
ficou célebre por aprovar diversas leis trabalhistas, e coube-lhe a autoria da lei que instituiu o 13º salário; os Deputados Horácio Lafer, Rubem Medina, de oito mandatos, Celso Lafer, ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e ministro das Relações Exteriores em duas ocasiões, em 1992 e de 2001 a 2002, além de embaixador do Brasil junto à OMC, e embaixador do Brasil junto à Organização das Nações Unidas (ONU) de 1995 a 1998, e mais
recentemente, Alberto Goldman e Fábio Feldman.

Na indústria, por exemplo, são da comunidade judaica as famílias
Klabin, Lafer, Feffer e Steinbruch. Nas finanças, as famílias Safra e Safdié.

No comércio, os fundadores das Casas Bahia, do Ponto Frio, das Lojas Marisa, da Renascença Móveis, H. Stern, Samuel Klein, Monteverde, Bernardo Goldfarb, Jacob Voloch e Hans Stern.

Na construção civil, Rogério Schor, Rogério Jonas Zylbersztajn, Elie Horn e Jacob Steinberg.

No setor de mídia, Nelson Sirotsky, Victor e Roberto Civita, Adolfo Bloch e Sílvio Santos. Na televisão, Cláudio Besserman Vianna, mais
conhecido pelo nome artístico Bussunda, e Maurício Sherman Nizenbaum. No esporte, o Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur
Nuzman e Bernard Rajzman, o Bernard do Jornadas nas Estrelas.

No cinema, Leon Hirszman, cineasta expoente do cinema novo,
Silvio Tendler, renomado documentarista brasileiro, Sura Berditchevsky, Eva Todor, Débora Block, Dina Sfat e Ida Szafran, conhecida como Ida Gomes, atrizes. Nas artes plásticas, Lasar Segall e Carlos Scliar, e, na música, Jacob Pick Bittencourt, o nosso Jacob do Bandolim, Jacqes Klein, virtuose do piano e o maestro Isaac Karabtchevsky.

Na ciência, Mário Schenberg e Otto Richard Gottlieb. Na
educação, Samuel Malamud. Nas profissões liberais, Jacob Kligerman, médico; na arquitetura, Rino Levi; e Bernard Dain, advogado. Na literatura, José Mindlin, Clarisse Lispector e Arnaldo Niskier, ex-Presidente da Academia Brasileira de Letras, dentre tantos outros que não deixam esgotar a lista, como o líder comunitário Osias Wurman.

Essa forte força cultural não pode, portanto, deixar de ser
festejada e difundida, principalmente entre a parcela mais jovem de nossa
população. Foi com este espírito, aliás, que, no dia 13 de dezembro de 2007, a Câmara dos Deputados teve a feliz e justa iniciativa de comemorar o 60º
aniversário da criação do Estado de Israel, momento em que, representando o meu Partido, o PMDB, registrei que a paz para os judeus vem sendo escrita à custa de toda sorte de provações, mas que, apesar disso, a comunidade
judaica mantém viva a tradição de celebrar seus heróis, homens e mulheres
que deixaram registrados para a eternidade.

Não foi fácil, pois, escolher uma data que representasse tão
importante contribuição, mas elegemos o dia 18 de março, dia da
reinauguração, em 2002, do Templo fundado na rua dos Judeus, em Recife, à época do domínio holandês, no Século XVII, a Sinagoga Kahal Kadosh Zur
Israel (Santa Comunidade Rochedo de Israel), a primeira das Américas, não só porque é testemunha da presença dos imigrantes judeus no Brasil, mas,
também, porque sobre suas ruínas restauradas surgiu um museu que visa a
preservar a memória da vida judaica na história colonial brasileira.

O museu, de atividades exclusivamente culturais, é resultado de
um trabalho conjunto da Associação para a Restauração da Memória Judaica
nas Américas, Federação Israelita de Pernambuco, Prefeitura de Recife,
Universidade Federal de Pernambuco, Instituto do Patrimônio Histórico e
Nacional e Ministério da Cultura, patrocinado pela Fundação Safra.

Para esta empreitada intelectual, vale registrar, foram consultados
mais de 60 mil documentos relativos ao período em que se construiu referido Templo, marco da imigração judaica no novo mundo, guardados no Arquivo Municipal da Prefeitura de Amsterdã, e que agora fazem parte do acervo da Sinagoga Kahal Kadosh Zur Israel, aberta à visitação pública.

Assim, por todo o exposto, tomamos a iniciativa de propor a instituição do dia 18 de março como o “Dia Nacional da Imigração Judaica”, em efetivo reconhecimento nacional da contribuição dos imigrantes judeus na formação histórica, sócio-econômica, política e cultural brasileira, para o quê se espera total apoio dos ilustres pares.
Sala das Sessões, de de 2008.

Artículo escrito por Marcelo Itagiba, Diputado Federal – PMDB/RJ.

Ver Artigo Original

4 thoughts on “18.03 – Dia Nacional da Imigração Judaica”

  1. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, deve fazer uma visita histórica ao Brasil em junho, anunciou o embaixador israelense em Brasília, Yossi Shelley. Será a primeira vez na história que um premiê de Israel vem ao país.

    Em setembro do ano passado Netanyahu visitou a Argentina, a Colômbia e o México. Porém, ainda faltam alguns detalhes importantes antes de se confirmar a data da visita. Antes, o Brasil precisa regulamentar o acordo comercial entre os dois países.

    O desejo expresso do primeiro-ministro é melhorar a cooperação bilateral. Ele afirma que Israel está “muito interessado” em reforçar os laços com o Brasil e acredita que a visita poderia acelerar o processo.

    Desde o governo Lula, que reconheceu a Palestina como nação independente em 2010, as relações entre os dois países estavam enfraquecidas. Durante o governo de Dilma Rousseff ocorreu um imbróglio diplomático quando ela se recusou a aceitar a nomeação do embaixador Dani Dayan.

    A presidente acreditava que histórico dele como líder de assentamentos judeus em territórios disputados com a Autoridade Palestina o desqualificava. Como consequência, Dayan foi ser cônsul-geral em Nova York e o Brasil ficou quase dois anos sem embaixador de Israel.

    Desde que Michel Temer assumiu a presidência, ocorreram quatro visitas ministeriais a Israel, sendo a de Aloysio Nunes, em fevereiro, a mais recente. Mesmo assim, não há indícios de que haverá uma mudança significativa nas votações nas Nações Unidas e na UNESCO, já que a postura brasileira tem seguido a da maioria, votando continuamente em desfavor do Estado Judeu.

    O ministro da Ciência e Tecnologia, Ofir Akunis, virá ao Brasil na quarta-feira, sendo o primeiro membro do gabinete israelense a visitar o país em quatro anos.

    Segundo o embaixador Shelley, o Brasil está interessado no conhecimento tecnológico e agrícola de Israel, especialmente para enfrentar o grave problema de falta de água em algumas regiões, especialmente no Nordeste.

    Para o embaixador, o potencial hídrico do Brasil possibilitaria tratar a questão em várias frentes. “Israel não é o único que sabe tratar a água do mar. Mas faz em 80% [da água consumida] e tem uma experiência que é a prova disso”. Com informações de Jerusalem

  2. Justa homenagem e honra ao povo judeu que antes mesmo do período colonial esteve presente na formação da história e em todas as áreas da sociedade brasileira em todas as suas épocas até os dias de hoje. Am Israel Chai!

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *