O museu judaico de Belmonte reabre suas portas após uma renovação de 350 mil dólares

A cidade de Belmonte renovou e reabriu seu museu judaico – o maior museu do mundo sobre os Bnei Anussim – os descendentes de judeus forçados a se converter ao catolicismo há 500 anos atrás. O projeto contou com um orçamento no valor de US$ 350.000 e está programado para começar a funcionar no dia da homenagem ao Dia Anual da Cultura Judaica Europeia, que acontece em setembro.

“Podemos dizer que é um museu totalmente novo, e temos certeza de que se tornará um ponto de referência para a cultura sefardita”, contou o prefeito de Belmonte, Antonio Dias Rocha para a agência de notícias Lusa. “O objetivo é que os visitantes compreendam como foi possível para os judeus de Belmonte preservarem sua tradição por tantos anos”.

O museu foi fundado há 12 anos. Além de novas exposições interativas, os murais com as histórias da comunidade judaica de Belmonte foram reconstruídos. A idéia é atrair 100 mil visitantes por ano.

O Dia da Cultura Judaica Europeia acontecerá em 35 países diferentes. A Espanha, por exemplo, terá um festival de cinema judaico; na Holanda, os visitantes terão acesso à sinagoga de Middleburg, que remonta ao século 18 e é geralmente fechada ao público em geral.

O tema para 2017 é “diásporas”, permitindo uma grande identificação por parte da comunidade de Belmonte, que viveu um afluxo de refugiados judeus da Espanha após 1492. Portugal não foi imune à inquisição – quando esta chegou ao país 40 anos depois – e muitos dos judeus de Belmonte escaparam ou começaram a praticar seu judaísmo em segredo. Eles se tornaram Anussim – também conhecidos como cripto-judeus ou pelo termo pejorativo, marranos.

Belmonte é a base das atividades de Shavei Israel com os Bnei Anussim de Portugal e é o lugar onde o nosso emissário, Rabino Elisha Salas, está localizado. Em Belmonte está também o Hotel Har Sinai, um hotel com possibilidade de solicitar comida kosher. Em 2016, relatamos sobre um Shabat especial na comunidade que ocorreu com 120 judeus chassídicos de Nova York que se hospedaram no Hotel Har Sinai.

“É uma grande espetáculo para nossos olhos e uma elevação para nossas almas, ver e ouvir tantos judeus cantando canções de Shabat e recitando salmos aqui em Belmonte”, comentou o Rabino Salas na época. “Pela primeira vez em cerca de 600 anos, as vozes do povo judeu retornaram ao nosso povo”.

Trancoso, outra vila portuguesa com uma longa história judaica, é a sede do Centro de Interpretação Judaica Isaac Cardoso. É possível viajar de Trancoso a Belmonte de trem.

3 pensamentos em “O museu judaico de Belmonte reabre suas portas após uma renovação de 350 mil dólares”

  1. shalom
    se todos os países conseguisse entender quem é israel , fariam todo esforço possível para terem um museu que preservassem a história , a cultura consequentemente a memória deste povo que é mais que um simples povo , é a nação primogênita , ( o filho primogênito do eterno ) ; inseriam como matéria obrigatória nas escolas a historia de israel ; e assim todos desde suas tenras idades aprenderiam o porque devemos AMAR A ISRAEL . como todo irmão deve amar o seu irmão mais velho .

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