17 de Tamuz – O cerco de Jerusalém

Já se passaram muitos anos desde a destruição do Templo Sagrado, tanto o Segundo quanto mais, o Primeiro. E os judeus ainda choram por sua destruição.בית-מקדש-540x300-300x166

9 de Av é o aniversário da destruição, e três semanas antes desta data, em 17 de Tamuz, se destruíram as muralhas da cidade que permitiram a destruição de Jerusalém.

Esta data é também o aniversário da construção do Bezerro de Ouro, quando, ao descer do Monte Sinai e presenciar tal cena, o Mestre Moisés quebra as Tábuas da Lei.

Já se passaram muitos anos, e as pessoas não entendem o motivo do por que de tantas lágrimas. E ainda mais do Templo, que muitos o vêem, devido à grande ignorância, como um grande matadouro para matar animais nutrindo a alimentação de um deus sanguinário.

Portanto convêm rever um pouco a história e as informações que têmos, deste Templo.

 
O lugar de reunião

Primeiramente se trata do coração do povo, do coração da Terra de Israel. Sua principal missão é servir como um ponto de encontro entre o homem e seu Criador.

É verdade que o Criador preenche todo o universo, mas é falso o que alguns dizem que, se pode fazer o mesmo contato com Ele em qualquer lugar do mundo. Pois não nos referimos ao que, as pessoas chamam de “contato”. Nosso conceito de “contato” não se trata de uma boa “sensação”, não é enviar mensagens sem saber se estas foram recebidas, ou fechar os olhos e sentir um calafrio. Para considerarmos um “contato”, deve haver um diálogo. E acima de tudo, este “contato” deve produzir uma mudança na pessoa. A mensagem divina deve ser nítida, clara e focada.

Infelizmente, tudo isso desapareceu há mais de 2.400 anos, na destruição do Primeiro Templo. Desde então, temos apenas, sombras de um passado glorioso. Em toda história do Segundo Templo, já não houve mais tal contato. Muito menos, mais tarde, com a Diáspora.

Apesar de tudo isso, muitos judeus podem chegar a graus muito elevados de conexão com o Criador, embora que não sejam comparáveis aos do “contato profético”. Certamente, aqueles que acreditam ter tido um “contato” com o Criador se referem a esta conexão “moderna”, em que simplesmente percebem uma sensação de estar fazendo a coisa certa, uma visão turva para o futuro. Nada a ver com o que estamos falando.

 
Fraternidade

O grande “problema” da profecia é que, para chegar a esse nível é necessário seguir algumas condições que nem sempre estão em nossas mãos.

O livro Cuzari ensina que, é necessário que a maioria do povo de Israel esteja vivendo em seu país, a Terra de Profecia, e que estabeleçam um estado de fraternidade, uma união fraterna, que permita que a Presença Divina resida lá.

De fato, o Talmud nos ensina que a maioria dos profetas tiveram suas profecias, precisamente no Templo, em momentos em que todas as pessoaso visitavam juntas, como as festas de Peregrinação: Pessach, Shavuot e Sucot. A multidão se reunia em Jerusalém e tornavam evidente o sentimento de unidade necessário para que a Presença Divina paire sobre o Povo e assim, possam receber as mensagens divinas.

 
Uma minoria

Dissemos que a data de 17 de Tamuz, é tambem a data em que as Tábuas da Lei são quebradas, quando o Mestre Moisés desce do Monte Sinai e vê o Bezerro de Ouro. Um desastre cometido por aqueles que tinham aderido à parte do povo que tinha acabado de sair do Egito e ainda não eram capazes de compreender a diferença entre um reflexo da presença divina, como poderia ser o pilar de fogo e a nuvem que estavam em cima de Monte Sinai, com a representação física do Criador, que não existe.

Apenas uma pequena percentagem do povo participou, mas a maioria concordou em não protestar, e assim o fizeram. E, Arão, que era o líder na ausência de Moisés, ao invés de impedir a iniciativa, permite que um processo negativo tenha início, com a esperança de que o Mestre voltasse de seu encontro com o Criador para, então, restaurar a ordem.

É o perigo que existe quando se infiltram no povo, pessoas que simplesmente não entendem os princípios do judaísmo, pois sua adesão ao povo não foi suficientemente sincera ou não tinham a intenção apropriada. Ao longo da história judaica, alguns povos foram integrados ao povo judaico, tais como os idumeus, os guivonitas, e etc., que não vieram para amar o Criador, e nem para cumprir a Tora, mas sim por outros interesses pessoais. E então pode ser que suas almas não se ajustem as exigências do povo e exijam esforços especiais para reajustá-las, e enquanto não o fizerem, até mesmo o resto do povo sofre. Os neófitos que não estavam suficientemente preparados para receber a influência dos judeus em suas vidas, e nem os judeus de receber deles, agora se vêem em uma situação em que precisam renovar suas diretrizes nacionais, para que estejam muito claras.

 
Sangue Novo

Muitas vezes, a solução está precisamente nos novatos que chegam com um novo amor extraordinárias para com o Criador e a Torá, pedindo para fazer parte do povo de D´s e se trombam com as dificuldades de sê-lo, mas se esforçam para demonstrar sua boa-fé e sua vontade até que sejam aceitos.

Figuras como Ruth, a Moavita, os pais do Rabi Akiva, e o Profeta Ovadia (Obadias, etc.) são exemplos conhecidos. E muitos outros que vêm de todas as nações, e os descendentes dos judeus assimilados na Europa que se sentem “convocados” a voltar, trazendo este
“novo sangue” que muda o viés dos Filhos de Israel que, “estão cansados” e assim, recebem uma injeção de adrenalina quando conhecem os recém-chegados.

O dia chegará, e não está longe, quando as datas de luto se transformarão em dias de alegria e recuperaremos tudo o que perdemos quando Tábuas da Lei foram quebradas e o Templo Sagrado, destruído.

2 thoughts on “17 de Tamuz – O cerco de Jerusalém”

  1. Amém por essas palavras que edificaram minha vida e me confortaram e que assim seje para a restituição de tudo que o povo judeu perdeu no decorrer de todos esses anos, que seje devolvido tudo que lhes pertence por direito e que Dús possa estar a cada dia me conzindo no caminho certo e que a torá seje viva na minha vida.

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