Prêmio “O Sionista do Ano”

O Movimento de Libertação Nacional do Povo Judeu está passando por maus momentos.

Seja pra que lado for, o Sionismo e seus valores estão em queda. A Aliah está diminuindo, assentar na terra santa já não está em moda, e as instituições sionistas clássicas sofrem ataques por promover o aspecto judaico do estado.

Recentemente, o Ministro de Absorção anunciou que uma irrisória soma de 19700 pessoas escolheram imigrar para Israel em 2007, representado um total diminuto de dois décimos de 1% dos judeus da Diáspora. Este percentual é o menor dos últimos 20 anos.

O governo de Israel nunca esteve tão impotente para enfrentar um ataque externo e inclusive temas básicos e fundamentais como a unidade de Jerusalém são temas de controvérsia política mais do que de consenso popular.

De fato, inclusive o “mui” amigo de Israel na Comunidade Internacional, o Primeiro Ministro Ehud Olmert, afirmou ao jornal Jerusalém Post, que devemos nos acostumar a ver o futuro do país em base aos limites fronteiriços de 67, e Jerusalém dividida.

Foguetes seguem caindo em Sderot e no Neguev, Iran continua enriquecendo urânio e nossos líderes parecem não se importar com nada.

Até mesmo no que diz respeito à criatividade, o Sionismo está perdendo terreno, a mídia israelense e os campos universitários se tornaram celeiros do pós-sionismo radical. O editor do maior jornal israelense em hebraico, alega que Israel foi “violada” política e diplomaticamente e que praticamente ninguém se incomoda com o fato.

Entretanto, na Universidade Hebraica de Jerusalém, um estudante graduado recebeu honrarias por uma pesquisa que fez, na qual conclui que os soldados israelenses são racistas porque não violam as mulheres palestinas (Jornal Makor Rishon, 23 de dezembro).

Será que estamos enlouquecendo?

Parece até que John Adams, um dos fundadores dos Estados Unidos, não estava tão errado quando questionou a resistência do poder nas sociedades livres. “A democracia nunca dura muito”, escreveu, “rapidamente é desperdiçada, fica exausta e se auto-elimina. Nunca existiu uma democracia que não tenha cometido suicídio”, disse Adams.

Porém, esta não tem porque ser nossa realidade. Apesar de que tantas coisas se encontram mal ao nosso redor, o mais importante é centrarmos nas coisas boas desse país e celebrar os frutos do Sionismo.

Em vez de nos curvarmos ao cinismo e de nos prostrarmos à derrota, devemos redobrar nossos esforços por alentar o ideal sionista de Israel e de sua juventude, promovendo valores básicos como amor pelo país, patriotismo e orgulho judaico, que devem se tornar prioridade máxima, particularmente porque estes princípios são essenciais para Israel e seu futuro.

Se uma recente pesquisa for correta, e ela afirma que um terço da juventude israelense está pensando em viver no exterior, então algo saiu terrivelmente errado na forma com que nós, enquanto uma sociedade, inculcamos algumas de nossas opiniões mais básicas e fundamentais.

Eventualmente, que existem várias formas de mudar isso, desde revisar o sistema de educação, reenfatizar os símbolos nacionais, até transformar o discurso público.

Entretanto, existe uma idéia relativamente simples e direta, que pode ter um impacto mais imediato e direto: que Israel comece a repartir prêmios ao “sionista do ano”.

É verdade, que já temos o Prêmio Israel, que é entregue no Dia da Independência em uma cerimônia televisionada e conta com a participação de distintas figuras políticas. Porém o Prêmio Israel, como declara o seu próprio site oficial, tem por objetivo premiar aqueles que “tenham demonstrado excelência e tenham inovado em seu campo de trabalho ou que tenham realizado uma contribuição exclusiva à sociedade israelense”. Isto pode incluir artistas, cientistas e especialistas acadêmicos, todos eles importantes e merecem um destacável reconhecimento. Porém, o Prêmio falha por não ressaltar excepcionais e relevantes realizações de verdadeiro Sionismo e isto é um erro que deve ser corrigido.

Se o que uma nação decide honrar, demonstra uma grande mensagem com respeito aos seus valores, então o que podemos dizer do fato de não rendermos nenhum tributo à ideologia que fez surgir o estado de Israel?

Com a entrega do prêmio “o sionista do ano” a indivíduos, organizações ou comunidades, Israel transmitirá importantes mensagens direcionadas a contínua vitalidade do Sionismo e de sua importância vital para o futuro do país.

Isso permitirá ao jovem compreender que nossa sociedade e nossas instituições nacionais dão grande valor não apenas aos benefícios na área de alta tecnologia, mas também, em áreas tais como o serviço público.

A Broadway tem os Prêmios “Tony”, Hollywood tem o “Oscar” e a televisão o “Emmy”, é tempo de Jerusalém começar a distribuir o “Prêmio Herzl”.