Tragam os Falash Mura para Casa em Israel

E então o que o Rabino Chefe Sefaradi de Israel, o Ministro da Justiça do Canadá, dois congressistas dos EUA, o presidente  da Agência Judaica e o líder do Movimento Reformista tem em comum?

maxresdefaultDurante o ultimo ano, cada um deles expressou apoio para a realização da aliá dos 20.000 Falash Mura que ainda restam, para Israel. Descendentes de judeus etiópes convertidos ao Cristianismo, muitos contra a sua vontade, os Falash Mura agora desejam juntar-se ao Povo Judeu.

Com tal constelação de personalidades oferecendo o seu encorajamento e com as próprias autoridades etíopes não apresentando objeções, o que possivelmente poderia estar fazendo obstáculo à esta missão histórica e sionista?

O governo israelense, é claro!

É certo que a cada mês, a um pequeno número de Falash Mura lhes é permitido fazer aliá, de acordo com a decisão de gabinete feita no dia 16 de fevereiro de 2003, quando foi decidido trazer esta comunidade a Israel.

Mas apesar dos apelos da Agência Judaica, do Comitê de Aliá e Absorção da Knesset e de líderes judeus americanos, o governo constantemente tem se recusado a aumentar a quota anual que é permitida vir para Israel.

E então, nesta última segunda-feira , ativistas da comunidade judaica etíope foram até as salas e corredores da Suprema Corte de Israel, essencialmente tentando forçar o governor a dar vida a sua própria decisão e acelerar a aliá dos Falash Mura.

No início deste ano, em fevereiro de 2004, um comite chefiado pelo ministro do interior Sr. Avraham Poraz escolheu por impôr uma quota para a imigração dos Falash Mura, fixando-a em aproximadamente 300 por mês.

Como resultado disto, de acordo com os dados do Ministério do Interior, apenas 370 etíopes chegaram em agosto, 309 em setembro e apenas 197 em outubro.

Com uns 20.000 ainda esperando a sua vez para a aliá, significa dizer que tomará outros 6 ou 7 anos para que o restante da comunidade judaica da Etiópia seja trazido para casa em Israel.

Portanto, famílias continuarão a serem divididas e imigrantes em potencial, os quais todos concordam com o seu direito de vir para cá e que serão eventualmente trazidos, poderão ter que esperar até 2010 ou mais, para estarem reunidos com os seus amados.

Isto simplesmente não faz sentido, até mesmo neste bizarro mundo burocrático no qual nós vivemos.

Se o governo se comprometeu em trazer os Falash Mura para cá e se ambos o Rabinato Chefe e a Agência Judaica estão apoiando este passo, então por que realmente milhares de imigrantes tem que esperar até a próxima década para vir?

E se Israel está realmente tentanto atrair mais imigrantes para as suas terras, como o Primeiro Ministro repetidamente diz, então por que estão sendo impostas quotas na imigração etíope?

Superficialmente, o governo alega que a razão é puramente financeira. Em várias ocasiões, tanto o Sr. Poraz como a ministra da absorção Sra. Tzippi Livni tem afirmado que custa aproximadamente US$ 100.000 em média para absorver cada imigrante Falash Mura.

Portanto, eles argumentam que trazer mais do que a quota determinada de 300 etíopes por mês significaria gastos extras, dinheiro que o governo diz que simplesmente não tem.

Para começar, não está muito claro como o Sr. Poraz e a Sra. Livni chegaram a tal número mágico de US$100.000 por imigrante, mas ainda assim, se isto for verdade, nós queremos realmente começar a colocar etiquetas de preço nos novos imigrantes? É isto o que é o Sionismo?

Mais ainda, como qualquer estudante de primeiro ano de economia sabe, imigração em massa geralmente serve como um mecanismo de crescimento econômico. Mecanismo este que estimula expansão num grande âmbito de setores e indústrias. Então o Sr. Poraz e a Sra. Livni não tem necessidade de preocupação, já que o “investimento” do país em mais novos imigrantes irá “cobrir os seus próprios gastos”.

Ironicamente o bastante, no mesmo dia que o governo estava alegando pobreza diante da Suprema Corte, a algumas quadras de distância, na Knesset, o Primeiro Ministro  Ariel Sharon estava ocupado prometendo centenas de milhões de shekels para dois partidos políticos para assim contar com o seu apoio na questão do orçamento nacional.

Com estes mesmos fundos, estimados em algo como 410 milhões de shekels, o governo poderia aumentar a aliá etíope em mais de um terço, ajudando assim em reunir amigos e famílias que tem esperado por anos para isto.

A necessidade de acelerar a aliá dos Falash Mura é crítica, já que milhares deles estão vivendo em condições decrépitas. Recém no mês passado, a Organização para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas declarou num relatório que na Etiópia “a situação do alimentos em geral continua altamente precária”, com cerca de oito milhões de pessoas atualmente dependendo de ajuda em alimentos.

Grupos tais como o Famine Early Warning System Network (Rede de Sistema de Alerta Prematuro para a Fome) estão alertando, dizendo que o número de etíopes necessitados de ajuda em alimentos “poderia aumentar dos atuais 7.8 milhões para mais de 12 milhões em 2005” (Reuters, 04/11).

Agora não é a hora de perder tempo discutindo sobre quanto poderia custar para absorver os Falash Mura. O governo, juntamente com a coletividade judaica mundial, precisa acelerar a sua aliá e trazê-los para casa.

Não é a falta de fundos o que está impedindo que isto aconteça, mas sim a falta de vontade.

Os Falash Mura são nossos irmãos e irmãs e, eles estão nos chamando para retorná-los ao nosso povo. A história está nos oferecendo uma oportunidade de restaurar estas preciosas almas ao Povo de Israel.  Nós devemos agir agora e  ajudá-los a completar a sua longa jornada de volta a casa.