Parashat Bo

Retirado do livro Ideas de Bereshit, dos rabinos Isaak Sakkal e Natan Menashe.

A conceção de De’s do faraó

Moisés apresenta-se perante o faraó e diz-lhe que Hashem, Eloke Israel o enviou, porque sabe que o faraó não iria perceber se ele dissesse somente Hashem.

O faraó entende que força (Elokim) é que os judeus chamam Hashem.

O faraó disse: “Quem é o Eterno para que eu o escute e envie Israel? Não conheço o Eterno, nem deixarei sair Israel”. Quer dizer, ele recusa três coisas: 1) Que De’s existe 2) Que De’s fala e 3) Que temos que servir a De’s.

Moisés diz-lhe que é obrigatório servir Hashem nosso De’s, e diz-lhe também que se não o servirem, De’s pode zangar-se com eles.

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FUNDAMENTALMENTE FREUND: CONSTRUAM UM MUSEU DA ALIÁ

MICHAEL FREUND

De fato, se olharmos para os últimos 70 anos, fica evidente que alguns dos momentos mais emocionantes de nossa nação foram aqueles que envolveram o resgate das comunidades judaicas da diáspora.

Nos anais da história judaica moderna, poucas histórias são tão épicas ou tão inspiradoras como a da reunião dos exilados dos quatro cantos da terra.

Desde o renascimento do Estado de Israel em 1948, mais de 3,2 milhões de imigrantes chegaram às praias da Terra Santa, de mais de 100 países de todo o mundo. Alguns vieram para cá fugindo da perseguição. Outros vieram motivados pelo sonho sionista ou convicção religiosa, ou animados pela esperança de criar uma vida melhor para si e suas famílias.

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Renascimento Judaico na América Central

Artigo por Rhona Lewis

É mais do que o corte de cabelo que transforma o bebé Yitzchak num rapaz. É mais do que o bolo cor-de-rosa e branco enfeitado com o número 12 que marca a passagem da Keren à idade adulta. É mais do que a Chupá, centros de mesa e danças por separado. É o renascimento do judaísmo e está a acontecer num cantinho longínquo do mundo — em El Salvador, na América Central. O rabino Elisha Salas tornou-se o rabino permanente desta comunidade em agosto deste ano e está lá para orientar estas pessoas, chamadas Bnei Anussim, na passagem pelos marcos da vida judaica.

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Parashat Shemot

Retirado do livro Ideas de Bereshit, dos rabinos Isaak Sakkal e Natan Menashe.

Brit Milá

De’s diz a Moisés que todos aqueles que queriam matá-lo já morreram, portanto já se pode encaminhar na direção do Egito. Daqui aprendemos que se De’s não lhe tivesse dito isto, ainda não teria chegado o momento para sair. Mesmo que se trate de salvar todo o povo de Israel, mesmo neste caso, aplica-se a regra “A tua vida está primeiro”.

Antes de sair para o Egito, Moisés tem um grande dilema: levar a família com ele ou não? Todos os comentaristas analisam a intenção de Moisés (que queria que presenciassem a entrega da Torá, ou que queria convencer mais o povo de Israel), mas no que diz respeito ao ato em si, todos estão de acordo em que não esteve bem. O facto de levar a família obrigá-lo-ia a deslocar-se mais lentamente, pois vemos que tem que se ocupar deles: onde dormir, levar mais coisas, etc. Se tivesse ido sozinho poderia ter dormido em qualquer lado, ao ar livre, sob as estrelas, com uma pedra a servir de almofada (como Yaacov) e não perderia tanto tempo, e isto é o que De’s lhe insinua na profecia. Quando lhe diz que veja os sinais, refere-se às dez pragas, quer dizer que lhe está a insinuar que a saída do Egito não vai ser rápida, vai levar tempo, é necessário realizar as dez pragas e tu, Moisés, ainda por cima andas devagar? Para além disso diz-lhe que o faraó não os vai libertar facilmente, e tu ainda te atrasas? Mais ainda, diz-lhe que Israel é o primogénito de De’s. Vemos várias coisas deste conceito:

Não diz que o único filho de De’s é Israel. Todos os povos são filhos de De’s. Todos são criaturas de De’s. A diferença é que Israel é o primeiro que vai proclamar De’s neste mundo, assim como o primogénito é que quem proclama “pai” a um indivíduo. Então está por surgir um povo desta magnitude, e tu demoras em libertá-los?

No que diz respeito ao tema do Brit e ao episódio em que De’s quis matá-lo, este merece uma explicação à parte. Novamente Moisés está perante uma encruzilhada: nasceu o seu filho e ele não sabe se lhe deve fazer o Brit, devido ao atraso que isto implicaria (atrasar a sua viagem ao Egito, já que a viagem é perigosa para o bebé) ou não lhe fazer o Brit e seguir caminho. Das profecias anteriores, Moisés deduziu que tinha que se apressar e não perder tempo. É por isso que decide não lhe fazer o Brit agora, e é então que De’s se zanga. É possível que Moisés tenha adoecido com gravidade (e é a isto que a Torá se refere quando diz que um anjo o quis matar).

Se analisarmos o tema do Brit Milá, quando De’s lho transmite a Abraão, vemos que o Brit consta de duas coisas:

1) Que De’s é o mais importante para nós (Elokenu), quer dizer o tema da Emuná, e

2) O mérito pelo qual adquirirão a terra prometida.

Moisés agora está a ir para o Egito, para junto dos seus irmãos, exatamente para atingir estes dois objetivos, quer dizer, transmitir-lhes a fé em De’s e levá-los para a terra de Israel; precisamente as duas coisas pelas quais se estabeleceu o Brit. E logo ele, o líder, não faz o Brit ao seu filho? É por isso que De’s não lhe deixa passar essa falha.

Por isso Tzipora atira-lhe o sangue do Brit e desse modo Moisés salva-se, tal como na praga dos primogénitos, quando o anjo da morte via o sangue na porta, não matava nessa casa, e tal como diz “De’s passou e viu-os submergidos nos seus sangues” De’s disse: “Em (por) teus sangues viverás”. Diz “sangues” no plural porque se refere ao sangue do Brit e ao do sacrifício de Pesach. (O Midrash diz que Moisés fez o Brit a todo o povo antes de sair), tal como está dito no livro de Yehoshua, que todos os que saíram do Egito tinham o Brit já efetuado.

O objetivo da missão de Moisés não é só libertar o povo fisicamente, mas sim formar um povo baseado nos princípios de fé em De’s e dar-lhes a terra que foi prometida aos patriarcas, que é exatamente o que o Brit Milá insinua.

Parashat Vaigash

Retirado do livro Ideas de Bereshit, dos rabinos Isaak Sakkal e Natan Menashe.

A descida ao Egito

De acordo com o comentarista Seforno, o motivo pelo qual Iaacov faz os sacrifícios a Eloke Itzchac é porque De’s lhe tinha dito que não descesse ao Egito. Quer dizer que Iaacov não se precipita a descer ao Egito por causa de Yosef, mas sim tenta saber qual a ação correta a tomar.

O motivo pelo qual Iaacov não quer descer ao Egito é porque teme pelo futuro do povo e De’s diz-lhe que, pelo contrário, o povo estará melhor no Egito. Não se vão assimilar tanto (já vimos que, antes de descer, vários dos filhos de Iaacov já se tinham casado com canaanitas), e no Egito esta ameaça não será tão grave, porque os egípcios nem sequer comiam com os hebreus. O que Iaacov mais temia era o Galut — o exílio —, mas De’s diz-lhe que o perigo mais grave é a assimilação. (Vemos que Yosef preocupa-se muito com este tema).

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Parashat Miketz

É difícil defini-lo já que às vezes é visto como frio (quando traz a fofoca, não avisa ao pai que está vivo) e outras vezes é muito sentimental (quando os irmãos vêm e se emociona).

Yosef vê seus sonhos como algo insinuante (uma sinal divina). É possível que essa tenha sido a razão pela qual eu não avisei ao pai que ele estava vivo, já que ele estava esperando por uma sinal celestial para fazê-lo.

Quando descobre seus irmãos, não o faz porque não suportava, pois ele controlava muito bem seus sentimentos, poderia ter ido a outro lugar e chorar em particular como fizera antes, mas decide desmascarar porque acreditava que chegou a hora.

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As comunidades Shavei Israel de todo o mundo celebram Chanukah

Chanucá, o festival das luzes, está aqui, unindo os judeus em todo o mundo por sua atmosfera mágica da alegria, esperança e antecipação como muitos anos antes. Vamos desfrutar juntos, dando uma olhada nos destaques da celebração de várias comunidades de diferentes países e continentes!
Começaremos com a Índia, onde os Bnei Menashe dos estados locais de Manipur e Mizoram estão se reunindo para acender as velas de Chanucá.

Manipur

Enquanto a maior parte do sobbotnik jude formados da ex-União Soviética ainda celebra Chanucá na diáspora, um grupo daqueles que já fizeram aliá a Israel visitou recentemente um shiur entregue pelo rabino Shlomo Zelig Avrasin em Beit Shemesh, onde vive a maior parte do grupo.

Os judeus escondidos da Polônia participaram de atividades organizadas pra eles pelo rabino Avi Baumol em Cracóvia e pelo rabino David Szychowski em Lodz.

Cracóvia

O rabino Elisha Salas, emissário da Shavei Israel em El Salvador, também compartilhou con nos algumas fotos de sua comunidade, bem como algumas fotos das comunidades de Honduras e Guatemala com as quais ele também está em contato.

Armênia

Beit Israel, San Salvador

Guatemala

Honduras

Colombia

As comunidades nas cidades de Bogotá, Cali, Medellin e Barranquilla também compartilharam as celebrações de Chanuka.
Entre as atividades em Bogotá entre os dias 4 e 6 de dezembro, a comunidade recebeu uma visita especial da missão do ministério da diáspora de Israel.

Bogota

Cali

O dia 9 de dezembro será realizado pela primeira vez no sul de Calí “A ILUMINAÇÃO DAS VELAS NA CHANÚQUIA GIGANTE”

Baranquilla

Medellin

Finalmente, o Rabino Avraham Latapiat, do Chile, nos envia algumas fotos de sua comunidade Aproveitando das férias.